Não era Ana Clara: Polícia Civil descarta que adolescente desaparecida em Anápolis tenha sido encontrada no Tocantins
Autoridades seguem apurando transferência Pix e carro flagrado passando próximo à casa dela de madrugada

A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Anápolis continua investigando o paradeiro de Ana Clara Alves Silva, de 13 anos, que desapareceu na madrugada da última segunda-feira (07) após conversas nas redes sociais.
A Polícia Civil (PC) chegou a apurar uma suspeita de que ela tivesse sido vista na cidade de Araguatins, no Tocantins, a 1.345 km de Anápolis. Contudo, a operação mostrou que não se tratava da adolescente.
A delegada Aline Lopes disse ao g1 que “era uma outra moça de Goiânia, com um nome e feição parecidas com as de Ana Clara. Até o período em que ela estava lá não bate, e essa pessoa já até voltou para Goiânia”.
Mesmo assim, novos detalhes continuam somando à investigação. A PC também descobriu que Ana Clara fez uma transferência Pix à irmã antes de sair de casa.
O valor seria de R$ 10,49. Segundo Aline, a familiar não soube explicar o motivo, mas disse não ter estranhado a ação. A adolescente também deixou uma carta à irmã, escondida embaixo do colchão.
Ela dizia que tinha chorado, que “precisou fazer isso” e que estava “indo embora para bem longe com uma pessoa que eu amo”. Escrevia que provavelmente estaria bem longe, e que não sabia se voltaria.
A adolescente ainda agradecia pelo tempo ao lado da irmã, afirmava amá-la e pedia que seguisse os sonhos, crescesse e vivesse a vida normalmente.
O modelo aparenta ser um Toyota Corolla. Entretanto, ainda não há confirmação de que o veículo tenha relação com o desaparecimento.
Em tempo
Ana Clara teria saído de casa de madrugada depois de trocar mensagens com um jovem, de supostamente 28 anos, por um aplicativo de mensagens.
De acordo com amigas, ele a enviava mensagens de visualização única e pedia que não contasse dos dois para ninguém. O contato ainda envolveria a proposta de se mudarem para o Canadá.
O pai dela, Fábio Soares, revelou que a filha mora com ele em Anápolis há cerca de um ano, após mudar-se da Bahia. Ela tinha um celular para poder manter contato com a mãe.
Ele diz que não sabia que ela usava esse aplicativo de mensagens, mas fez um apelo público para que a adolescente volte para casa. “Nossa família está devastada”, compartilhou.
Informações sobre Ana Clara podem ser encaminhadas à PC, por meio do disque-denúncia 197, ou à DPCA, pelo telefone (62) 3328-2721.
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