Invenção feita com garrafas PET e tubos de PVC aquece água do banho sem usar resistência elétrica e ajuda a reduzir conta de luz
Sistema caseiro aproveita o calor do sol e pode ser montado com materiais simples e reaproveitados

Garrafas PET, tubos de PVC e caixas de leite podem ganhar uma função bem diferente do descarte: juntos, os materiais podem formar um aquecedor solar capaz de esquentar a água usada no banho sem depender de resistência elétrica durante o aquecimento.
O sistema aproveita a radiação do sol para elevar a temperatura da água antes que ela chegue ao chuveiro, ajudando a diminuir o uso de eletricidade dentro de casa.
A Companhia de Energia Elétrica de Santa Catarina (Celesc) possui, inclusive, um manual que explica a construção e o funcionamento desse tipo de aquecedor solar com materiais reaproveitados.
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Como funciona
O princípio é relativamente simples. A água fria passa pelos tubos instalados no coletor, onde recebe o calor absorvido pela estrutura exposta ao sol.
Conforme esquenta, ela sobe naturalmente em direção ao reservatório, enquanto a água mais fria desce para o coletor. Esse movimento, chamado de termossifão, permite a circulação sem a necessidade de uma bomba elétrica.
Entre os materiais normalmente utilizados estão garrafas PET transparentes, tubos e conexões de PVC, embalagens Tetra Pak e tinta preta, que ajuda na absorção do calor.
O reservatório também precisa ser protegido para evitar que a água perca rapidamente a temperatura conquistada durante o dia.
Instalação exige alguns cuidados
Apesar de ser um projeto de baixo custo, a montagem não deve ser feita de qualquer maneira.
O coletor precisa receber boa incidência solar e, no Brasil, normalmente é orientado para o norte para aproveitar melhor o sol ao longo do dia.
Também é necessário respeitar o desnível entre o painel e o reservatório para que a circulação natural da água funcione corretamente.
As conexões devem ser bem vedadas para evitar vazamentos, e a estrutura precisa ficar firme o suficiente para resistir ao sol, à chuva e ao vento.
Economia na conta de luz
O principal impacto aparece justamente no chuveiro elétrico, um dos equipamentos que mais exigem potência durante o uso dentro de uma residência.
Como parte da água já chega aquecida pelo sol, a necessidade de usar resistência elétrica pode diminuir ou até ser dispensada em determinados momentos, dependendo da temperatura alcançada.
A economia, porém, varia conforme a quantidade de pessoas na casa, o tempo dos banhos, o clima, o tamanho do sistema e a incidência de sol.
Em dias nublados ou períodos de pouco sol, por exemplo, a água pode não atingir a mesma temperatura.
Além da redução no consumo de energia, o projeto também dá uma nova utilização a materiais que poderiam acabar no lixo.
Para manter o sistema funcionando bem, é importante verificar periodicamente as conexões, limpar o coletor e observar possíveis danos causados pelo tempo.
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