Invenção feita com garrafas PET e tubos de PVC aquece água do banho sem usar resistência elétrica e ajuda a reduzir conta de luz

Sistema caseiro aproveita o calor do sol e pode ser montado com materiais simples e reaproveitados

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
Invenção feita com garrafas PET e tubos de PVC aquece água do banho sem usar resistência elétrica e ajuda a reduzir conta de luz
(Foto: Reprodução)

Garrafas PET, tubos de PVC e caixas de leite podem ganhar uma função bem diferente do descarte: juntos, os materiais podem formar um aquecedor solar capaz de esquentar a água usada no banho sem depender de resistência elétrica durante o aquecimento.

O sistema aproveita a radiação do sol para elevar a temperatura da água antes que ela chegue ao chuveiro, ajudando a diminuir o uso de eletricidade dentro de casa.

A Companhia de Energia Elétrica de Santa Catarina (Celesc) possui, inclusive, um manual que explica a construção e o funcionamento desse tipo de aquecedor solar com materiais reaproveitados.

Como funciona

O princípio é relativamente simples. A água fria passa pelos tubos instalados no coletor, onde recebe o calor absorvido pela estrutura exposta ao sol.

Conforme esquenta, ela sobe naturalmente em direção ao reservatório, enquanto a água mais fria desce para o coletor. Esse movimento, chamado de termossifão, permite a circulação sem a necessidade de uma bomba elétrica.

Entre os materiais normalmente utilizados estão garrafas PET transparentes, tubos e conexões de PVC, embalagens Tetra Pak e tinta preta, que ajuda na absorção do calor.

O reservatório também precisa ser protegido para evitar que a água perca rapidamente a temperatura conquistada durante o dia.

Instalação exige alguns cuidados

Apesar de ser um projeto de baixo custo, a montagem não deve ser feita de qualquer maneira.

O coletor precisa receber boa incidência solar e, no Brasil, normalmente é orientado para o norte para aproveitar melhor o sol ao longo do dia.

Também é necessário respeitar o desnível entre o painel e o reservatório para que a circulação natural da água funcione corretamente.

As conexões devem ser bem vedadas para evitar vazamentos, e a estrutura precisa ficar firme o suficiente para resistir ao sol, à chuva e ao vento.

Economia na conta de luz

O principal impacto aparece justamente no chuveiro elétrico, um dos equipamentos que mais exigem potência durante o uso dentro de uma residência.

Como parte da água já chega aquecida pelo sol, a necessidade de usar resistência elétrica pode diminuir ou até ser dispensada em determinados momentos, dependendo da temperatura alcançada.

A economia, porém, varia conforme a quantidade de pessoas na casa, o tempo dos banhos, o clima, o tamanho do sistema e a incidência de sol.

Em dias nublados ou períodos de pouco sol, por exemplo, a água pode não atingir a mesma temperatura.

Além da redução no consumo de energia, o projeto também dá uma nova utilização a materiais que poderiam acabar no lixo.

Para manter o sistema funcionando bem, é importante verificar periodicamente as conexões, limpar o coletor e observar possíveis danos causados pelo tempo.

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Formado em Marketing, é especialista em SEO e estratégias de crescimento de audiência. Atua na produção de conteúdo digital, com foco em posicionamento nos mecanismos de busca, análise de desempenho e desenvolvimento de pautas orientadas por dados.

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