Justiça marca audiência para adolescente que atropelou e matou casal em Goiânia
Jovem de 17 anos está internado provisoriamente desde agosto e terá nova etapa do processo no fim do mês

Quase um mês depois do atropelamento que terminou com a morte de Fábio Alves Barbosa e Neifa Freitas de Farias Alves, ambos de 50 anos, o processo envolvendo o adolescente de 17 anos avançará para uma nova etapa.
Conforme informações em primeira mão do Mais Goiás, a Justiça agendou para 30 de setembro, às 14h, uma audiência no Juizado da Infância e Juventude Infracional, quando uma testemunha deverá ser ouvida no procedimento que apura a conduta do jovem.
O adolescente está internado provisoriamente desde 24 de agosto e, na data da audiência, terá completado 37 dias da medida, que pode durar até 45 dias.
A investigação já foi concluída pela Polícia Civil (PC) e encaminhada ao Judiciário. O caso passou a ser tratado como ato infracional análogo a homicídio culposo depois que as duas vítimas morreram em decorrência dos ferimentos.
Acidente aconteceu em agosto

Fábio Alves Barbosa e Neifa Freitas de Farias Alves morreram após serem atropelados por adolescente de 17 anos em Goiânia. (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
O atropelamento ocorreu em 16 de agosto, no cruzamento das avenidas Perimetral Norte e Independência, na região de Campinas.
Segundo a PC, o adolescente conduzia uma caminhonete quando avançou o sinal vermelho e atingiu a motocicleta ocupada pelo casal. O teste do bafômetro apontou 0,52 miligrama de álcool por litro de ar expelido.
Em depoimento, o jovem afirmou que havia pegado o veículo escondido para “esfriar a cabeça”. Ele também não possuía habilitação.
Neifa morreu quatro dias depois do acidente. Fábio permaneceu internado em estado grave e teve a morte confirmada em 25 de agosto. Os dois estavam juntos havia 37 anos e tinham quatro filhos.
Internação provisória
Após o acidente, o adolescente permaneceu no local e foi levado à autoridade policial, mas acabou liberado inicialmente.
A PC também enviou cópias da investigação à Delegacia de Trânsito, que deve avaliar eventual responsabilidade de adultos envolvidos, e à Corregedoria da Polícia Militar, que apura a liberação dos veículos antes da realização da perícia.
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