Após montadora aprovar o fechamento de 4 fábricas, trabalhadores decidem ir às ruas em protesto contra demissões

Mudanças recentes elevaram a atenção pública sobre escolhas que terão efeitos duradouros

Magno Oliver Magno Oliver -
Após montadora aprovar o fechamento de 4 fábricas, trabalhadores decidem ir às ruas em protesto contra demissões
(Foto: Reprodução)

Milhares de trabalhadores do setor automotivo foram às ruas nesta segunda-feira (21) na Alemanha contra cortes de empregos e possíveis fechamentos de fábricas do país.

A mobilização reuniu funcionários de Volkswagen, Mercedes-Benz, BMW, Audi, Porsche e fornecedores em cerca de 280 atos realizados em regiões alemãs ao longo do dia.

Segundo a IG Metall, cerca de 175 mil trabalhadores participaram das manifestações, que defenderam a manutenção dos postos, das unidades produtivas e dos investimentos futuros.

A iniciativa ocorre após a Volkswagen ampliar seu plano de reestruturação diante da piora financeira, da concorrência chinesa e dos custos elevados na Europa industrial.

Em 18 de setembro, a empresa reduziu sua previsão de margem operacional para até 1%, ante faixa anterior de 4% a 5,5% neste ano fiscal.

A companhia atribuiu a revisão ao ambiente difícil, sobretudo na China, aos custos de reestruturação e a uma baixa contábil ligada à Porsche AG bilionária.

Quatro unidades estão no centro da disputa

No início de setembro, a diretoria havia aprovado um plano que previa encerrar gradualmente a produção em Emden, Zwickau, Hannover e Neckarsulm, segundo reportagem alemã.

As quatro unidades somam cerca de 44 mil trabalhadores, segundo reportagens, mas o Conselho de Supervisão não confirmou os fechamentos como decisão final da empresa.

A reestruturação pode elevar para 100 mil o número de cortes acordados, segundo a Reuters, enquanto os locais seguem sem produção definida para próxima década.

Sindicato cobra medidas para preservar vagas

A IG Metall cobra preservação dos empregos e investimentos, além de medidas governamentais para reduzir o preço da energia e fortalecer a indústria alemã doméstica.

A entidade também defende manutenção da jornada semanal de 35 horas e critica estratégias que concentrem cortes de custos sem ampliar investimentos produtivos no país.

Na sexta-feira, Volkswagen reduziu sua margem operacional projetada para até 1% em 2026, citando dificuldades na China e custos adicionais de reestruturação global.

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Magno Oliver

Magno Oliver

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Escreve para o Portal 6 desde julho de 2023.

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