Aos 18 anos, começou descarregando caminhões e, décadas depois, construiu império com 420 supermercados, 50 mil funcionários e faturamento de R$ 26 bilhões
O primeiro emprego parecia distante de qualquer grande negócio, mas uma decisão tomada anos depois mudaria completamente o rumo daquela história

Antes de administrar centenas de supermercados e movimentar bilhões de reais por ano, Pedro Lourenço de Oliveira conheceu o varejo pelo trabalho mais pesado da operação.
Filho de lavradores de Paineiras, em Minas Gerais, ele deixou a cidade natal aos 18 anos e foi para Belo Horizonte em busca de emprego.
Começou nas antigas Casas da Banha, onde trabalhou descarregando caminhões. Depois, passou pelo estoque, reposição, vendas e chegou a funções de gestão.
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Décadas mais tarde, aquela experiência daria origem a uma das maiores redes supermercadistas do Brasil.
Tudo começou com uma mercearia
Em maio de 1996, já aos 40 anos, Pedro Lourenço investiu as economias em uma pequena mercearia no bairro São Benedito, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A estratégia de crescimento priorizou bairros periféricos e cidades menores, onde grandes redes ainda tinham presença limitada.
O negócio avançou tanto por inaugurações próprias quanto pela compra de supermercados em dificuldades.
Em 2025, o Supermercados BH chegou a ultrapassar grandes concorrentes e consolidar a quarta posição no varejo alimentar brasileiro.
O ano terminou com 420 lojas e vendas de aproximadamente R$ 25,7 bilhões, valor que arredondado chega a R$ 26 bilhões.
A companhia também reúne cerca de 50 mil funcionários.
Crescimento acelerou com aquisições
Um dos movimentos mais importantes aconteceu em 2025, quando a empresa comprou por R$ 716 milhões a operação do Bretas em Minas Gerais, incluindo 54 supermercados.
A expansão continuou. Em 2026, uma nova negociação envolvendo operações da DMA, dona das bandeiras Epa e Mineirão, avançou após aprovação de parte da aquisição pelo Cade.
Se todas as etapas previstas no negócio forem concluídas, a estrutura combinada pode se aproximar de 600 lojas e alcançar outros estados.
O crescimento também colocou a empresa entre as protagonistas do setor. No Ranking Abras de 2026, o Supermercados BH apareceu atrás apenas de Carrefour, Assaí e Grupo Mateus.
Pedro Lourenço ainda ampliou a presença fora dos supermercados. Em 2024, comprou 90% da SAF do Cruzeiro, clube do qual é torcedor, em uma negociação de aproximadamente R$ 600 milhões.
Aos 70 anos, o empresário que começou descarregando mercadorias passou a controlar uma operação que movimenta bilhões e emprega dezenas de milhares de pessoas.
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