Cantora afirma tentar acordos após denúncias de golpes com consórcios em Anápolis; prejuízos passam de R$ 80 mil
Julliana Pinheiro diz que está conseguindo se restabelecer profissionalmente e que vai reembolsar os valores

Julliana de Freitas Pinheiro dos Santos, cantora e produtora cultural de Anápolis acusada de ter aplicado golpes envolvendo consórcios e cartas de crédito, afirmou que está tentando firmar acordos com as supostas vítimas.
A informação foi confirmada em conversa com o jornalista Augusto Araújo, do Portal 6, nesta segunda-feira (21).
Na última sexta-feira (18), a vendedora tinha declarado que não abordaria detalhes das denúncias e que os fatos seriam, antes, tratados pelo advogado dela.
Agora, ela explica que está atuando junto com a defesa para tentar restituir alguns dos valores citados. Exemplificou o caso de Maria de Fátima da Silva, goiana de 58 anos que mora em Portugal.
Inicialmente, a filha de Maria de Fátima, Gabrielly Silva, tinha relatado ter sofrido prejuízo de aproximadamente R$ 86 mil após quase dois anos pagando consórcios e dando lances em cartas de crédito.
Este valor, conforme apurado pelo Portal 6, já desconta parte da quantia reembolsada. A dívida original seria de R$ 109 mil, mas as próprias administradoras e Julliana já realizaram a devolução, somada, de R$ 27.552,66.
A cantora detalha que este não foi o único caso em que houve estorno parcial, e defende que a demora para que isso acontecesse se deu por conta da situação de violência doméstica que estava vivendo.
“Todo esse desenrolar aconteceu em um ambiente familiar muito complexo”, declarou. E deixou claro: “a violência doméstica não é utilizada para pauta nem para esconderijo. Já havia registrado seis descumprimentos de medidas protetivas. Existem provas, existem registros de ocorrência policial”.
Como já repercutido antes pela reportagem, existem pelo menos dois processos que correm em segredo de Justiça nas Varas de Família e Sucessões de Anápolis. Eles envolvem Julliana e o ex-marido, Diego Antônio dos Santos.
Também há alguns registros policiais que citam agressões psicológicas, morais e patrimoniais. Eles datam de abril deste ano e correm junto à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam).
Depois de se separar do ex-companheiro e passar a morar com uma familiar, Julliana explica que conseguiu se restabelecer profissionalmente e passou a conseguir cumprir os acordos.
“Era o que eu sempre dizia, que eu estava me ajustando, voltando a trabalhar, que era uma questão de tempo até eu conseguir”, compartilha.
Ela afirma que uma declaração mais robusta deve ser apresentada pelo advogado nos próximos dias.
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