Governo vai exigir novo documento para brasileiros que recebem benefícios do INSS e programas sociais

Mudança será feita em etapas e não significa corte imediato dos pagamentos, mas parte dos beneficiários precisa observar prazos diferentes

Leticia Teixeira Leticia Teixeira -
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(Foto: Freepik)

Brasileiros que recebem aposentadorias, pensões, benefícios assistenciais ou participam de programas sociais precisam ficar atentos a uma mudança no sistema de identificação utilizado pelo Governo Federal.

A Carteira de Identidade Nacional (CIN) passará a ocupar papel central na concessão, manutenção e renovação desses pagamentos, substituindo gradualmente outras bases biométricas utilizadas atualmente.

A mudança, porém, não acontece de uma só vez e não significa que quem ainda possui o RG antigo perderá automaticamente o benefício.

Biometria já passou a ser exigida

Desde maio de 2026, procedimentos de concessão, manutenção e renovação de benefícios passaram a exigir cadastro biométrico.

Neste primeiro momento, o governo ainda aceita registros existentes em diferentes bases oficiais.

Isso inclui biometria vinculada à CIN, Carteira Nacional de Habilitação, título de eleitor e, em determinadas situações, passaporte.

Assim, quem já possui algum desses registros pode não precisar emitir imediatamente uma nova identidade apenas por causa do benefício.

Regra muda a partir de 2027

O calendário começa a ficar mais restritivo no próximo ano.

Quem chegar a 2027 sem biometria válida nas bases oficiais aceitas precisará emitir a Carteira de Identidade Nacional para os procedimentos relacionados aos benefícios.

Por outro lado, quem já tiver biometria registrada na CNH, Justiça Eleitoral ou passaporte até 31 de dezembro de 2026 poderá utilizar esse cadastro durante todo o ano de 2027.

A data do registro é importante: biometria feita nesses outros documentos a partir de janeiro de 2027 não substitui a CIN para essa finalidade.

Em 2028, CIN passa a ser referência

A etapa mais ampla começa em 1º de janeiro de 2028.

A partir dessa data, somente a biometria vinculada à Carteira de Identidade Nacional será aceita para concessão, manutenção e renovação dos benefícios abrangidos pela regra.

Na prática, mesmo quem já possuía biometria válida em documentos como CNH ou título de eleitor deverá ter a CIN para esses procedimentos.

O governo afirma que a transição foi criada justamente para dar tempo aos beneficiários de providenciar o novo documento.

Benefício não será cortado automaticamente

Esse é um dos principais cuidados ao interpretar a nova exigência.

O Governo Federal informa expressamente que não haverá bloqueio automático dos benefícios ativos simplesmente porque o cidadão ainda não possui a CIN.

A implementação será gradual e os beneficiários deverão observar eventuais convocações, prazos e procedimentos específicos relacionados ao programa ou benefício recebido.

Alguns grupos ficam dispensados

A regulamentação também prevê exceções ao cadastro biométrico obrigatório, desde que a situação seja comprovada.

Entre os grupos estão pessoas com mais de 80 anos, residentes no exterior, migrantes, refugiados e apátridas, além de pessoas impossibilitadas de se deslocar por condição de saúde ou deficiência.

Moradores de localidades classificadas como de difícil acesso também podem se enquadrar nas hipóteses de dispensa.

RG antigo não perde validade agora

A nova exigência para benefícios também não significa que o RG tradicional deixou de valer de imediato.

A transição geral dos documentos de identidade segue calendário próprio, e o modelo antigo continua válido até 28 de fevereiro de 2032.

A diferença é que beneficiários de programas sociais e previdenciários podem precisar da CIN antes desse prazo por causa das regras específicas de identificação biométrica.

Como funciona a nova identidade

A CIN utiliza o CPF como número único de identificação em todo o país.

O documento possui versão física e digital, que pode ser acessada pelo aplicativo Gov.br depois da emissão.

A primeira emissão em papel é gratuita e deve ser solicitada junto ao órgão de identificação do estado ou do Distrito Federal.

Assim, o novo documento exigido pelo governo não precisa ser providenciado às pressas por todos os beneficiários neste momento, mas o calendário já está definido. Quem ainda não possui biometria oficial ou pretende evitar problemas nos próximos anos deve verificar em qual etapa da transição se encontra.

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Leticia Teixeira

Leticia Teixeira

Estudante de Jornalismo e estagiária do Portal 6. É curiosa, apaixonada por comunicação e está sempre em busca de aprender, observar e contar boas histórias.

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