Arthur C. Brooks, professor de Harvard: “Metade da sua felicidade é genética e um quarto é circunstancial”

Professor de Harvard afirma que hábitos também respondem por uma parcela importante da felicidade e podem até influenciar circunstâncias da vida

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
felicidade
(Imagem: Ilustração)

Quanto da nossa felicidade realmente depende das escolhas que fazemos todos os dias?

Para Arthur C. Brooks, professor da Universidade Harvard e pesquisador dedicado ao tema, a resposta pode ser dividida entre aquilo que herdamos, as circunstâncias da vida e os hábitos que construímos.

Em entrevista publicada pela própria Harvard, ele resumiu a ideia de forma direta: cerca de metade da felicidade estaria ligada à genética, aproximadamente um quarto às circunstâncias e os outros 25% aos hábitos.

A divisão apresentada por Brooks:
50% genética
25% circunstâncias
25% hábitos

Por que os hábitos ganham tanta importância?

É justamente nessa última parcela que Brooks concentra boa parte de seu trabalho.

Isso porque hábitos podem ser modificados ao longo da vida e ainda influenciar a maneira como uma pessoa enfrenta problemas, relacionamentos, trabalho e outras situações do cotidiano.

Na visão do professor, dinheiro, emprego, lugar onde alguém vive e acontecimentos externos têm influência sobre o bem-estar, mas não determinam sozinhos se uma pessoa será mais ou menos feliz.

Quatro áreas aparecem entre as mais importantes

Ao falar sobre hábitos associados a uma vida mais feliz, Brooks costuma destacar quatro pilares:

  • família;
  • amizades;
  • trabalho com propósito;
  • fé ou uma relação com algo que transcenda o próprio indivíduo.

Esses elementos aparecem também no conteúdo ensinado por Brooks em Harvard, onde suas aulas misturam conhecimentos de filosofia, neurociência e ciências sociais.

Felicidade não significa estar alegre o tempo todo

Outro ponto defendido pelo professor é que felicidade não deve ser confundida simplesmente com sentir emoções positivas durante todo o tempo.

Para Brooks, uma vida mais feliz passa por três elementos importantes: prazer, satisfação e significado.

Isso ajuda a explicar por que alguém pode enfrentar momentos difíceis e, ainda assim, considerar que possui uma vida boa e com propósito.

Na prática: a ideia de Brooks é que nem tudo na felicidade está nas nossas mãos, mas existe uma parte da vida que pode ser trabalhada por meio das escolhas e dos hábitos cotidianos.

Pequenas escolhas entram nessa parcela

Dedicar tempo a pessoas importantes, cultivar amizades, encontrar sentido no trabalho e reservar espaço para aquilo que dá propósito à vida são exemplos de áreas nas quais Brooks recomenda investir.

São atitudes que não mudam necessariamente aquilo que aconteceu no passado ou todas as circunstâncias ao redor, mas podem mudar a forma como a vida é construída daqui para frente.

É por isso que, depois de apresentar os 50% ligados à genética e os 25% associados às circunstâncias, Brooks dá tanta atenção à parcela restante.

Para ele, os hábitos são justamente o espaço em que existe maior possibilidade de ação.

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Formado em Marketing, é especialista em SEO e estratégias de crescimento de audiência. Atua na produção de conteúdo digital, com foco em posicionamento nos mecanismos de busca, análise de desempenho e desenvolvimento de pautas orientadas por dados.

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