Aposentadoria em 2027 terá novas exigências e brasileiros precisam avaliar se vale a pena antecipar o pedido ao INSS
Mudanças previstas nas regras e a possibilidade de uma nova reforma exigem atenção de quem está perto de deixar o mercado de trabalho

Quem pretende solicitar a aposentadoria em 2027 precisa ficar atento às mudanças nas regras do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Algumas exigências vão aumentar automaticamente no próximo ano, enquanto a possibilidade de uma nova Reforma da Previdência também entrou no debate.
Entretanto, isso não significa que todos os trabalhadores precisarão se aposentar mais tarde ou que uma nova reforma já esteja confirmada.
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As alterações previstas para 2027 fazem parte das regras de transição estabelecidas pela Reforma da Previdência de 2019. Já uma eventual nova mudança na legislação dependerá de proposta e aprovação pelo Congresso Nacional.
Diante desse cenário, especialistas em direito previdenciário recomendam cautela. Afinal, antecipar o pedido por medo de mudanças futuras pode resultar em um benefício menor durante toda a aposentadoria.
Duas regras de transição terão exigências maiores a partir de janeiro de 2027.
Na modalidade por pontos, que considera a soma da idade com o tempo de contribuição, as exigências serão:
– Mulheres: 94 pontos e pelo menos 30 anos de contribuição.
– Homens: 104 pontos e pelo menos 35 anos de contribuição.
Já na regra da idade mínima progressiva, os requisitos passarão a ser:
– Mulheres: 60 anos de idade e 30 anos de contribuição.
– Homens: 65 anos de idade e 35 anos de contribuição.
Esses aumentos já estavam previstos na legislação de 2019 e não dependem da aprovação de outra reforma.
Além disso, outras modalidades de aposentadoria continuam com requisitos próprios. Portanto, nem todos os segurados serão afetados da mesma maneira.
Segundo a advogada previdenciária Paola Lima Campos, do escritório Poliszezuk Advogados, não há motivo para solicitar a aposentadoria às pressas apenas pela possibilidade de uma nova reforma.
Isso porque quem já cumpriu todos os requisitos de determinada modalidade possui o chamado direito adquirido. Assim, pode solicitar o benefício posteriormente com base nas condições que já havia preenchido.
Por outro lado, quem ainda não completou os requisitos pode ser afetado por futuras alterações.
A advogada Sara Miranda Pinheiro, do Fonseca Brasil Serrão Advogados, também alerta que apresentar o pedido antes de cumprir as exigências não garante o direito às regras atuais.
Além disso, esperar alguns meses pode aumentar o valor do benefício em determinadas situações. Portanto, a aposentadoria mais rápida nem sempre é a mais vantajosa.
Antes de tomar uma decisão, o trabalhador deve conferir o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), que reúne seus vínculos empregatícios e contribuições previdenciárias.
Erros nos salários registrados, períodos de trabalho ausentes e contribuições pendentes podem prejudicar tanto a concessão quanto o valor do benefício.
O segurado também pode acessar o Meu INSS e utilizar a ferramenta Simular Aposentadoria, que apresenta uma estimativa baseada nos dados disponíveis.
Entretanto, o próprio INSS esclarece que a simulação não garante a concessão do benefício.
A recomendação é comparar as regras disponíveis, calcular os possíveis valores e avaliar se compensa continuar contribuindo.
Portanto, a chegada de 2027 exige planejamento, mas não significa que todos devam antecipar o pedido. Para quem está perto de se aposentar, o mais importante é conhecer seus direitos antes de tomar uma decisão que pode afetar a renda por muitos anos.
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