Homem contrata empresa para reduzir dívida de moto, paga R$ 19 mil durante quase 3 anos, vê financiamento chegar a R$ 50 mil e consegue restituição em dobro na Justiça em Aparecida de Goiânia

Consumidor foi orientado a deixar de pagar o banco e transferir as parcelas a uma intermediária, mas acabou acumulando uma dívida ainda maior

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
restituição em dobro
Consumidor de Aparecida de Goiânia contratou uma empresa para reduzir o financiamento de uma motocicleta, mas a dívida aumentou para mais de R$ 50 mil. (Foto: Ilustração/Reprodução/RJ Motos)

Um homem que contratou uma empresa para reduzir o financiamento de uma motocicleta acabou vendo a dívida aumentar de R$ 18,4 mil para R$ 50,3 mil, mesmo depois de desembolsar mais de R$ 19 mil pelo serviço.

Após recorrer à Justiça, ele conseguiu uma decisão que determina a devolução em dobro dos valores pagos, além de indenizações por danos materiais e morais.

O caso aconteceu em Aparecida de Goiânia, onde a 5ª Vara Cível condenou a prestadora de serviços por falhas na tentativa de renegociação da dívida. A sentença ainda admite recurso.

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Segundo informações do processo divulgadas pelo Mais Goiás, o consumidor havia financiado uma motocicleta Yamaha XTZ 150 pelo Banco Pan e procurou a empresa na esperança de diminuir o valor devido.

Durante a contratação, recebeu orientações para interromper os pagamentos diretamente ao banco e transferir as parcelas à intermediária, que ficaria responsável pela negociação.

Ao longo de aproximadamente três anos, o homem realizou 32 pagamentos de R$ 583,06, além de uma cobrança adicional de R$ 728,82.

Entretanto, quando consultou o financiamento, descobriu que o saldo havia alcançado R$ 50.326,64, um crescimento de R$ 31.926,64 em relação à dívida inicial.

Empresa não comprovou negociação com o banco

Durante o processo, a Justiça analisou se a contratada havia realizado alguma tentativa concreta de renegociação.

O juiz Aluízio Martins Pereira de Souza considerou que a empresa não apresentou protocolos, correspondências, propostas ou outros documentos capazes de comprovar tratativas com o Banco Pan.

A defesa argumentou que uma ação judicial movida pelo próprio consumidor contra a instituição financeira teria impedido a negociação extrajudicial.

Contudo, o magistrado rejeitou a justificativa porque não havia provas de que alguma negociação tivesse começado e posteriormente sido interrompida.

Justiça determina devolução e indenizações

Diante das irregularidades apontadas, a sentença estabeleceu três pagamentos ao consumidor.

O primeiro corresponde à restituição em dobro dos valores desembolsados durante a contratação, totalizando R$ 38.773,48.

Além disso, a empresa foi condenada a pagar R$ 31.926,64 por danos materiais, referentes ao aumento do saldo devedor, e R$ 10 mil por danos morais.

VALORES DA CONDENAÇÃO EM PRIMEIRA INSTÂNCIA

R$ 80.700,12

Restituição em dobro
R$ 38.773,48

Danos materiais
R$ 31.926,64

Danos morais
R$ 10.000,00

Valores nominais informados na sentença, sem eventuais atualizações.

Apesar da condenação, o juiz esclareceu que o financiamento original da motocicleta continua sendo responsabilidade do consumidor.

A Justiça também determinou a rescisão do contrato com a intermediária por culpa da prestadora e manteve a tutela de urgência anteriormente concedida.

Como ainda cabe recurso, os valores estabelecidos poderão passar por nova análise judicial.

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Formado em Marketing, é especialista em SEO e estratégias de crescimento de audiência. Atua na produção de conteúdo digital, com foco em posicionamento nos mecanismos de busca, análise de desempenho e desenvolvimento de pautas orientadas por dados.