Empresa de Goiânia vai indenizar atendente que tinha dez minutos contados no dia para usar o banheiro

Justiça entendeu que práticas para aumentar a produtividade e a lucratividade causavam danos à saúde física e mental dos empregados

Funcionária será indenizada por empresa.
Funcionária será indenizada por empresa. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Uma empresa de telefonia de Goiânia vai precisar indenizar uma atendente de telemarketing que tinha minutos contados para usar o banheiro.

A funcionária era constantemente cobrada para o cumprimento de metas, para aumentar a produtividade e a lucratividade da companhia.

Por isso, tinha pausas de apenas cinco minutos. Quando passava desse limite, conta que recebia ligações e mensagens que a deixavam constrangida. O argumento da companhia era que os intervalos interferiam nos indicadores de produtividade.

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O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Goiás considerou que a operadora era submetida a controle excessivo do tempo da pausa. Além disso, que a gestão ultrapassava os limites e violava a dignidade da profissional.

Portanto, definiu uma indenização de R$ 10 mil. Para o relator, desembargador Welington Luis Peixoto, o assédio organizacional está relacionado ao modelo de ética de gestão adotado dentro da empresa e não acontecia somente com um empregado.

O magistrado entendeu que o modelo adotado pela companhia viola os direitos fundamentais do funcionário e afeta a dignidade humana.

Ainda cabe recurso.

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Natália Sezil

Natália Sezil

Chegou no Portal 6 como estagiária de jornalismo e foi promovida a repórter. Apaixonada por boas histórias, gosta de ouvir as pessoas, entender contextos e transformar relatos em narrativas que informam e conectam o público.