Empresa de Goiânia vai indenizar atendente que tinha dez minutos contados no dia para usar o banheiro
Justiça entendeu que práticas para aumentar a produtividade e a lucratividade causavam danos à saúde física e mental dos empregados

Uma empresa de telefonia de Goiânia vai precisar indenizar uma atendente de telemarketing que tinha minutos contados para usar o banheiro.
A funcionária era constantemente cobrada para o cumprimento de metas, para aumentar a produtividade e a lucratividade da companhia.
Por isso, tinha pausas de apenas cinco minutos. Quando passava desse limite, conta que recebia ligações e mensagens que a deixavam constrangida. O argumento da companhia era que os intervalos interferiam nos indicadores de produtividade.
O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Goiás considerou que a operadora era submetida a controle excessivo do tempo da pausa. Além disso, que a gestão ultrapassava os limites e violava a dignidade da profissional.
Portanto, definiu uma indenização de R$ 10 mil. Para o relator, desembargador Welington Luis Peixoto, o assédio organizacional está relacionado ao modelo de ética de gestão adotado dentro da empresa e não acontecia somente com um empregado.
O magistrado entendeu que o modelo adotado pela companhia viola os direitos fundamentais do funcionário e afeta a dignidade humana.
Ainda cabe recurso.
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!