Casal descobre cancelamento de voo para Copa no aeroporto e Justiça de Goiânia determina indenização de R$ 25 mil
Passageiros descobriram o cancelamento no aeroporto e receberam uma opção de embarque apenas cinco dias depois

Um casal que viajava aos Estados Unidos para acompanhar jogos da Copa do Mundo de 2026 precisou gastar quase R$ 12 mil em novas passagens após ter um voo cancelado pela Azul Linhas Aéreas.
A companhia ofereceu uma alternativa de embarque apenas cinco dias depois da data prevista.
O episódio levou a Justiça de Goiás a condenar a empresa ao pagamento de R$ 25.549,52 em indenizações por danos materiais e morais.
A sentença, proferida na quinta-feira (22), é do juiz Danilo Farias Batista Cordeiro, do 7º Juizado Especial Cível de Goiânia.
Segundo a advogada Julianna Augusta, responsável pela defesa dos passageiros, o casal descobriu o cancelamento ao chegar ao aeroporto.
Como já havia comprado ingressos para dois jogos da Copa e reservado hospedagem, decidiu adquirir passagens de outra companhia para não comprometer a viagem.
“Diante dessa demora e para não perderem os valores desembolsados com ingressos para dois jogos da Copa do Mundo, além das diárias de hotel, os passageiros compraram passagens de outra companhia aérea, desembolsando quase R$ 12 mil”, explicou.
A situação também envolveu uma passageira grávida. Conforme o processo, o casal havia planejado uma acomodação diferenciada para garantir mais conforto à gestante, mas precisou ocupar os últimos assentos disponíveis no novo voo.
Ao analisar o caso, o magistrado considerou que a Azul não apresentou uma alternativa de transporte em prazo razoável e que os transtornos ultrapassaram um simples aborrecimento.
A empresa deverá ressarcir R$ 13.549,52 em danos materiais, sendo R$ 11.972 pelas novas passagens, R$ 270,19 por alimentação e R$ 1.307,33 por uma mala danificada no retorno ao Brasil.
Além disso, a companhia foi condenada a pagar R$ 6 mil por danos morais a cada passageiro, totalizando R$ 12 mil. A decisão ainda cabe recurso.
A Delta Air Lines, que também figurava no processo, firmou um acordo separado de R$ 13,5 mil com o casal.
Procurada pelo Portal 6 para comentar a condenação e informar se pretende recorrer, a Azul declarou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não se manifesta sobre processos judiciais em andamento.
“A Azul não comenta casos sub judice”, informou a companhia.
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