6 profissões que não exigem ensino superior e pagam salários de até R$ 20 mil
Com cursos técnicos, portfólio e experiência prática, áreas de tecnologia e serviços permitem ganhos altos sem exigir diploma

Se graduar em uma faculdade é uma experiência transformadora para a maioria das pessoas que passaram por ela, no âmbito pessoal e, o que mais se espera, no profissional. Porém, nos dias de hoje, um diploma não é o único caminho para uma renda alta. Com tecnologia mudando rotinas e empresas valorizando entregas, cresce o número de profissionais que constroem carreira com cursos técnicos, certificações e prática, sem um diploma universitário.
Especialistas em recrutamento ouvidos no conteúdo que circula nas redes apontam que o mercado valoriza quem aprende rápido, resolve problemas e demonstra resultado. A lista abaixo reúne seis profissões em que a faculdade não é requisito legal, e os ganhos podem chegar a R$ 20 mil, dependendo de senioridade, região, modelo de contratação e performance.
1) Desenvolvedor de software
Programadores e desenvolvedores entram, muitas vezes, por cursos livres, bootcamps e projetos próprios. Um portfólio consistente costuma pesar mais do que o diploma em seleções para vagas júnior.
Os salários mais altos aparecem em perfis sêniores, liderança técnica ou contratação PJ, além de nichos como segurança, cloud e engenharia de dados.
2) Analista de dados
A função cresceu com a digitalização de empresas e o uso de métricas para decisões. O caminho comum passa por Excel, SQL, ferramentas de BI e, depois, estatística aplicada e automações.
Em níveis avançados, a remuneração tende a subir quando o profissional domina modelagem, indicadores de negócio e entrega impacto mensurável.
3) Gestor de tráfego pago
É o profissional que planeja, executa e otimiza campanhas em plataformas de anúncios. Para entrar, o ponto de partida costuma ser certificação das próprias ferramentas, treinamento prático e estudo de métricas como CPA, ROAS e funil.
Os ganhos aumentam com carteira de clientes, cases comprovados e atuação em segmentos com alto investimento publicitário.
4) Designer gráfico e criador de identidades visuais
Design é um mercado onde portfólio manda. Muitos começam por conta própria, aprendem softwares e fundamentos de composição e tipografia com cursos curtos e projetos reais.
A renda mais alta costuma vir de nicho (branding, embalagens, motion, UI), contratos recorrentes e trabalho para empresas de fora do estado ou até mesmo no exterior.
5) Corretor de imóveis (especializado)
Aqui não há salário fixo obrigatório: o ganho é, em geral, comissionado. O corretor pode elevar a renda ao atuar em nichos como alto padrão, lançamentos e imóveis corporativos, além de dominar financiamento e negociação.
É uma profissão regulamentada e exige registro no conselho regional para exercício regular.
6) Técnico de manutenção industrial
É um dos caminhos mais sólidos para alta empregabilidade sem graduação. Geralmente exige formação técnica a nível médio e, em alguns casos, registro profissional para atuar com respaldo formal na área.
A renda cresce com experiência, especialização em automação, eletrônica, instrumentação e manutenção de máquinas críticas, além de escalas e adicionais conforme o setor.
O que essas carreiras têm em comum
Nenhuma delas depende, por lei, de ensino superior para começar — mas todas exigem qualificação contínua. Na prática, o mercado cobra domínio técnico, organização, comunicação, responsabilidade com prazos e capacidade de aprender.
Outro ponto: “até R$ 20 mil” não é regra. É teto possível em trajetórias de alto desempenho, senioridade ou comissões, e os números variam conforme região e tipo de contrato.
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