O que significa quando um cachorro quer dormir na cama com os tutores, segundo veterinários
Ciência e comportamento animal se encontram para explicar esse enigma cotidiano
O hábito de cães quererem dormir na cama dos tutores é cada vez mais comum nas relações entre humanos e seus animais de companhia. A “nova moda” viralizou no TikTok e gerou indagações se é uma prática saudável e benéfica para ambas as partes.
Os veterinários explicam que esse comportamento não é mera preferência aleatória, mas reflete fatores instintivos, emocionais e de vínculo social profundamente enraizados na evolução do Canis lupus familiaris e na relação que se desenvolveu ao longo de milênios entre cães e humanos.
Cães são animais sociais que, na natureza, formam grupos coesos que dormem próximos uns dos outros para manter calor, segurança e vigilância coletiva. Essa herança evolutiva persiste em cães domésticos, que interpretam a cama humana como um local seguro e confortável, reforçando sua sensação de proteção e pertencimento ao “grupo familiar”.
Estudos científicos recentes com protocolos de monitoramento fisiológico sugerem que a presença do tutor durante o sono pode alterar a estrutura do descanso canino.
Pesquisas que utilizaram polissonografia não invasiva indicam que cães mantêm uma maior eficiência do sono e mais tempo em fases profundas de descanso quando estão próximos de seus donos em comparação com situações em que a pessoa está ausente ou substituída por um estranho.
Essa resposta é congruente com a teoria de que a presença humana funciona como um modulador ambiental seguro para o animal, reduzindo o estresse e favorecendo um descanso mais reparador.
Alguns profissionais lembram que, embora a prática de dormir na cama possa reforçar o vínculo e proporcionar conforto emocional tanto para o cão quanto para o tutor, há condições em que essa postura merece atenção especializada.
Em cães com ansiedade de separação, medo noturno ou histórico de agressividade quando acordados durante o sono, dividir a cama pode exacerbar respostas indesejadas e dificultar a gestão comportamental adequada.
Além disso, fatores como higiene, alergias e qualidade do sono dos tutores também são considerados nas orientações veterinárias sobre co-sleeping entre humanos e cães.
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