O que pensa Luiz Antônio sobre a estagnação econômica de Anápolis e como ele pretende reverter isso?
Antes de implementar grandes mudanças, Luiz Antônio enfatiza que este é o momento de o empresariado local "fazer a lição de casa" em colaboração com os esforços da autarquia

Com uma trajetória marcada pelo sucesso na arquitetura, construção civil e à docência, Luiz Antônio Rosa assume a presidência da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego) diante de um cenário desafiador para Anápolis.
Arquiteto renomado, ex-coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário FAMA e líder de entidades como o Sinduscon e a ACIA, ele traz sua bagagem técnica e vivência empresarial para reverter a recente queda do município para a quarta posição no PIB estadual.
Em entrevista ao Portal 6, o novo gestor destacou que a cidade não estagnou, mas enfrenta a forte concorrência de municípios como Rio Verde, que têm atraído investimentos do agronegócio para o mercado imobiliário local, exigindo agora um planejamento estratégico robusto para retomar o protagonismo econômico.
Para enfrentar essa nova realidade, Luiz Antônio aposta na união do setor produtivo e na modernização da infraestrutura local, tendo participado ativamente da elaboração do documento “Caminhos para Prosperar”, que traça 15 frentes de atuação para revitalizar a economia anapolina.
O coração dessa retomada, segundo ele, continua sendo o Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA), que recentemente recebeu aportes significativos de empresas como a CAOA Changan e do setor farmacêutico.
Com o apoio da atual gestão municipal, a Codego já articula parcerias sigilosas com novas indústrias, buscando consolidar o parque industrial e garantir que os incentivos fiscais sejam ferramentas efetivas de atração e retenção de negócios, construindo sobre a base sólida deixada pela administração anterior da companhia.
No entanto, o presidente reconhece que o caminho para o crescimento sustentável passa obrigatoriamente pela desburocratização e pela atualização das legislações municipais, que hoje representam gargalos para novos empreendimentos.
Ele apontou a urgência de revisar leis defasadas sobre o parcelamento do solo e o Código de Edificações de 2006, que dificultam até mesmo a modernização de imóveis antigos na cidade.
Antes de implementar grandes mudanças, Luiz Antônio enfatiza que este é o momento de o empresariado local “fazer a lição de casa”, diagnosticando com precisão os entraves burocráticos e alinhando as novas propostas ao Plano Diretor, para que Anápolis volte a crescer com técnica, planejamento e segurança jurídica.








