Nem sempre mais tempo é melhor: quantos segundos deve durar a prancha para fortalecer o corpo, segundo profissionais de educação física
Exercício conhecido por parecer simples exige atenção à postura, controle do corpo e execução correta para gerar resultado

Ficar parado em uma posição de prancha pode parecer uma tarefa simples, mas basta começar o exercício para perceber que o desafio aparece em poucos segundos.
Braços, abdômen, glúteos, pernas e ombros entram em ação ao mesmo tempo, exigindo força, equilíbrio e concentração.
Por isso, muita gente acredita que quanto mais tempo conseguir permanecer na posição, melhor será o resultado.
No entanto, profissionais de educação física costumam reforçar que, nesse exercício, qualidade vale mais do que duração.
A prancha abdominal não precisa ser mantida por vários minutos para ser eficiente.
Para a maioria das pessoas, séries curtas, entre 10 e 30 segundos, já podem ser suficientes quando a execução está correta e o corpo permanece alinhado.
O segredo está em manter abdômen contraído, glúteos ativados, coluna reta, pescoço alinhado e ombros firmes.
Quando a postura começa a desabar, o quadril cai ou a lombar passa a doer, o exercício deixa de trabalhar corretamente a musculatura e pode gerar sobrecarga.
Por isso, insistir apenas no cronômetro pode ser um erro.
Uma prancha de 20 segundos bem feita tende a ser mais eficiente do que uma tentativa longa, com compensações e desalinhamento.
Iniciantes podem começar com menos tempo e fazer mais séries, respeitando o próprio limite.
Outra alternativa é adaptar o movimento, apoiando os joelhos no chão até ganhar força e controle corporal.
A prancha é conhecida por fortalecer principalmente o core, região que envolve abdômen, lombar e músculos estabilizadores do tronco.
Além disso, também exige participação dos ombros, glúteos e pernas, ajudando na estabilidade e na postura.
Mesmo assim, o exercício não deve ser visto como solução isolada para definir barriga ou emagrecer.
Ele funciona melhor quando faz parte de uma rotina equilibrada, com orientação adequada, alimentação ajustada e outros movimentos complementares.
Pessoas com dor lombar, lesões, limitações físicas ou histórico de problemas na coluna devem procurar acompanhamento profissional antes de incluir a prancha no treino.
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