Justiça de Goiás torna réus ex-diretores de colégio por racismo contra servidores da limpeza: “Negra imunda”
Ofensas ocorreram ao longo de 2023 dentro da unidade de ensino de Valparaíso de Goiás

A Justiça de Goiás recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público (MPGO) contra uma ex-diretora e um ex-coordenador do Colégio Estadual Almirante Tamandaré, de Valparaíso de Goiás, acusados por crimes de racismo e homofobia contra servidoras da unidade escolar.
A denúncia foi aceita no dia 8 de junho de 2026, pelo juiz Gustavo Costa Borges, da 2ª Vara Criminal de Valparaíso.
Segundo consta nos autos, servidoras do colégio relataram ter vivido episódios de discriminação e ofensas supostamente praticadas pela ex-diretora Priscilla Gomes Guirra e o ex-coordenador Benício Braga Júnior, ao longo de 2023.
Em março daquele ano, a diretora teria chamado uma auxiliar de serviços gerais de “negra imunda” e “negra nojenta”. Também teria ofendido um professor da unidade, chamando-o de “viadinho nojento”, conforme informações do Mais Goiás.
O ex-coordenador também foi incluído na denúncia apresentada pelo Ministério Público. Conforme a denúncia, Benício teria participado de episódios que configurariam suposta difamação contra integrantes da equipe da escola.
Ao analisar o caso, o magistrado entendeu que existem elementos suficientes para a abertura da ação penal pelos crimes de injúria racial, injúria homofóbica, e difamação e injúria contra funcionário público.
A decisão não representa uma condenação, mas permite que o processo avance para a fase de produção de provas e defesa dos acusados.
A reportagem não encontrou a defesa da ex-diretora e do ex-coordenador do colégio. O espaço para manifestação permanece em aberto.
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