Cora passa a contar com Inteligência Artificial para auxiliar no tratamento de pacientes com câncer
Ferramenta deve agilizar diagnósticos e facilitar acesso de médicos a milhões de estudos científicos

Médicos do Complexo Oncológico de Referência de Goiás (Cora) passarão a contar com Inteligência Artificial para pesquisar milhões de estudos científicos relacionados aos casos de câncer atendidos na unidade.
A adoção da ferramenta foi discutida durante uma agenda do governador Daniel Vilela (MDB) com executivos do Google.
“É uma verdadeira imersão para conhecer as ferramentas de cada área e ver o que a gente pode agregar para otimizar o trabalho e a qualidade dos nossos programas”, afirmou.
- “Só tem bezerro nessa cidade”, desabafa motorista de aplicativo ao mostrar mensagem de passageiro em Goiânia
- Termômetros se aproximam dos 10ºC e Goiás deve ter retorno do “friozinho”; confira previsão do tempo
- Morre Adjunta, a cachorrinha que conquistou idosos e virou companheira da Polícia Civil em Anápolis
O Cora vai adotar uma tecnologia chamada Capricórnio, que utiliza modelos do Gemini para auxiliar as equipes na busca por evidências capazes de contribuir com diagnósticos e tratamentos.
Na prática, a ferramenta poderá cruzar dados individualizados e anonimizados dos pacientes com informações disponíveis na literatura médica.
A ideia é reduzir o tempo gasto pelos profissionais na procura por estudos relacionados a cada quadro clínico.
Apesar da participação da Inteligência Artificial, a tecnologia não decidirá qual tratamento deverá ser adotado. A avaliação e a definição da conduta continuarão sob responsabilidade dos médicos.
A principal fonte utilizada pelo sistema será o PubMed, banco de dados mantido pela Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos e que reúne mais de 35 milhões de artigos biomédicos.
O grande volume de pesquisas é justamente um dos desafios enfrentados pelos profissionais da saúde.
Com milhões de estudos disponíveis, localizar rapidamente uma publicação relacionada a um caso específico pode exigir horas de pesquisa.
No Cora, o Gemini funcionará como uma espécie de interface de consulta.
Em vez de procurar apenas palavras idênticas às utilizadas pelo médico, o sistema consegue localizar estudos que tratam de assuntos relacionados, mesmo quando os pesquisadores adotaram termos diferentes para descrever uma condição.
Segundo o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Frederico Lyra Netto, a utilização do Capricórnio não terá custo adicional para o Estado.
“Já temos os contratos licitados e as parcerias com o Google. Então, não tem nada adicional. É a ferramenta que está sendo colocada à disposição do governo”, explicou.
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!








