PM revela novas informações sobre incêndio que destruiu imagem de Nossa Senhora Aparecida em Nerópolis

Área onde ficava o monumento foi isolada para preservar os vestígios e permitir o trabalho da perícia técnica, que deverá apontar a origem do fogo

Lara Duarte -
Causas do incêndio que destruiu a imagem de Nossa Senhora Aparecida seguem sob investigação das forças de segurança. (Foto: Reprodução)
Causas do incêndio que destruiu a imagem de Nossa Senhora Aparecida seguem sob investigação das forças de segurança. (Foto: Reprodução)

A Polícia Militar (PM) divulgou novas informações sobre o incêndio que destruiu a imagem de Nossa Senhora Aparecida, um dos principais cartões-postais de Nerópolis, na noite desta segunda-feira (13).

Em nota, a corporação informou que iniciou, logo após tomar conhecimento do caso, uma atuação conjunta com o Corpo de Bombeiros, a Polícia Civil (PC) e a Polícia Científica para esclarecer as circunstâncias do incêndio.

Segundo a PM, testemunhas que passaram pelo local foram ouvidas ainda durante os primeiros levantamentos.

Além disso, dois usuários de drogas que estariam frequentando a região e que, conforme informações preliminares, teriam sido os últimos a permanecer nas proximidades da imagem antes do incêndio foram apresentados à PC.

A área onde ficava o monumento foi isolada para preservar os vestígios e permitir o trabalho da perícia técnica, que deverá apontar a origem do fogo.

Apesar das primeiras informações, a PM destacou que nenhuma hipótese foi descartada até o momento.

Além da possibilidade de ação humana, também são consideradas causas acidentais, como uma eventual falha nas instalações elétricas da estrutura ou até mesmo o uso de velas deixadas por fiéis.

Ainda conforme a corporação, a imagem era construída com material de alta inflamabilidade, o que pode ter contribuído para que as chamas se espalhassem rapidamente.

O monumento, de aproximadamente 10 metros de altura, estava instalado em uma praça às margens da GO-222 e era considerado uma das principais referências religiosas e turísticas do município.

As investigações seguem sob responsabilidade da PC, com apoio das demais forças de segurança, até que a causa do incêndio seja oficialmente esclarecida.

Caso seja confirmada uma ação intencional, além dos danos ao patrimônio, os responsáveis poderão responder pelo crime de vilipêndio a objeto de culto religioso, previsto no artigo 208 do Código Penal.

Confira a nota na íntegra:

“A 5ª Companhia Independente da Polícia Militar do Estado de Goiás informa que, tão logo tomou conhecimento do fato envolvendo a imagem de Nossa Senhora Aparecida, iniciou imediatamente as diligências em conjunto com o Corpo de Bombeiros Militar, a Polícia Civil do Estado de Goiás e a Polícia Técnico-Científica, com o objetivo de esclarecer as circunstâncias do ocorrido.

De imediato, foram colhidos depoimentos de testemunhas que passaram pelo local, bem como apresentados à Polícia Judiciária dois usuários de drogas que estariam frequentando a região e que, segundo informações preliminares, teriam sido os últimos a permanecer nas proximidades da imagem antes do fato.

A área foi devidamente isolada para preservação dos vestígios, possibilitando a realização da perícia pela Polícia Técnico-Científica, cujos trabalhos serão fundamentais para a identificação da causa do incêndio.

Ressalta-se que, até o momento, nenhuma hipótese está descartada. Além da possibilidade de ação humana, também são consideradas as hipóteses de incêndio acidental, seja em razão das instalações elétricas existentes no local, seja em decorrência de velas eventualmente deixadas por fiéis. Considerando que a estrutura da imagem era composta por material de alta inflamabilidade, qualquer dessas circunstâncias pode ter contribuído para o incêndio.

A 5ª Companhia Independente da Polícia Militar reafirma seu compromisso com a transparência e informa que as investigações prosseguem sob a responsabilidade da Polícia Civil, com o apoio das demais forças de segurança, até o completo esclarecimento dos fatos.”

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Lara Duarte

Jornalista e pós-graduanda em Ciência Política, com atuação em jornal impresso, assessoria de comunicação e produção, reunindo experiência em diferentes frentes da comunicação.

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