Estudante passa mais de 100 horas em impressora 3D para criar mão multifuncional para irmãzinha de 7 anos: ele adaptou lanterna, pincel e até suporte para cartas de UNO

Peça impressa em 3D ganhou acessórios trocáveis e foi desenvolvida a partir das necessidades da criança dentro de casa

Gabriel Dias Gabriel Dias -
Estudante passa mais de 100 horas em impressora 3D para criar mão multifuncional para irmãzinha de 7 anos: ele adaptou lanterna, pincel e até suporte para cartas de UNO
(Foto: Reprodução/Bob Jones University)

Um projeto de conclusão de curso ganhou um significado especial para uma família dos Estados Unidos. O universitário Vitaliy Bondarchuk desenvolveu uma prótese impressa em 3D para ajudar a irmã mais nova em atividades como pintar e jogar cartas.

Na época com 22 anos, o estudante de engenharia mecânica da Bob Jones University, na Carolina do Sul, dedicou cerca de 100 horas ao desenvolvimento da peça. Bella, de 7 anos, nasceu com uma redução congênita no braço esquerdo.

O caso foi divulgado originalmente em junho e julho de 2025 pela revista People e pela Sociedade Americana de Engenheiros Mecânicos (ASME). A história voltou a circular nas redes sociais em 2026.

Prótese possui acessórios trocáveis

Em vez de tentar reproduzir todos os movimentos de uma mão, Vitaliy criou uma base que permite a troca de acessórios conforme a atividade realizada pela menina.

Entre as peças desenvolvidas estão um suporte para cartas de UNO, um encaixe para pincel e uma lanterna. A prótese é presa ao braço com tiras de velcro e possui um mecanismo na ponta para conectar cada ferramenta.

Bella participou da definição dos acessórios. Uma das principais solicitações foi o suporte para UNO, já que segurar várias cartas ao mesmo tempo dificultava a participação da criança nas partidas em família.

Segundo a People, a menina passou a utilizar a peça diariamente. Ao ser questionada sobre o projeto do irmão, ela resumiu a experiência como “ótima”.

Projeto exigiu testes e ajustes

A prótese foi produzida como trabalho final da graduação, cujo objetivo era identificar um problema real e propor uma solução.

Vitaliy utilizou o programa SolidWorks para fazer a modelagem digital. Depois, realizou medições, imprimiu protótipos e modificou o desenho conforme o encaixe no braço da irmã.

Uma das dificuldades foi desenvolver uma peça com formato adequado ao corpo da criança. O estudante também precisou incluir um revestimento não abrasivo para evitar que o plástico da impressão 3D entrasse em contato direto com a pele.

O trabalho durou aproximadamente quatro meses e incluiu propostas, manuais de projeto e documentação técnica. Algumas peças quebraram durante os testes, obrigando o universitário a revisar a modelagem antes de chegar à versão final.

Estudante pretende atualizar a prótese

O projeto recebeu nota máxima na universidade. Após a graduação, Vitaliy foi aceito em um programa de desenvolvimento profissional da GE, com uma primeira experiência na área de engenharia de manufatura em Nova Jersey.

Mesmo com o início da carreira, ele afirmou que pretende continuar adaptando a prótese conforme Bella crescer e desenvolver novos interesses. A proposta é criar outros acessórios capazes de acompanhar diferentes atividades da rotina da irmã.

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, a redução congênita de membros ocorre quando uma parte ou a totalidade de um braço ou perna não se forma completamente.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

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