Consumidor pode pagar até 180% a mais pelo mesmo item de pesca em Anápolis; veja pesquisa

Levantamento do Procon identificou grandes diferenças de preços em produtos usados na temporada de pesca e camping, como varas, linhas, molinetes e viveiros

Lara Duarte -
Consumidor pode pagar até 180% a mais pelo mesmo item de pesca em Anápolis; veja pesquisa
Pesquisa do Procon Anápolis aponta que itens de pesca podem custar até 180% a mais, dependendo da loja escolhida. (Foto: Victor Melo / Prefeitura de Anápolis)

Quem pretende aproveitar a temporada de pesca e camping em Goiás deve ficar atento antes de ir às compras.

Pesquisa realizada pelo Procon Anápolis revelou que um mesmo produto pode custar até 180% mais, dependendo do estabelecimento escolhido.

O levantamento foi realizado entre os dias 13 e 17 de julho, em seis lojas especializadas da cidade, com o objetivo de orientar consumidores durante um dos períodos de maior movimento para o setor, impulsionado pelas férias escolares e pela temporada às margens do Rio Araguaia.

A maior diferença encontrada foi no viveiro de nylon nº 3, utilizado para armazenar peixes durante a pescaria. O item foi encontrado por R$ 12,50 em uma loja e por R$ 35, em outra. Uma variação de 180%.

Outro produto com grande diferença foi a vara de pesca para molinete de 1,80 metro, vendida entre R$ 50 e R$ 89,90, o que representa variação de 80%.

Levantamento identificou grandes diferenças de preços em varas, molinetes, linhas, viveiros e outros equipamentos para a temporada de pesca. (Foto: Victor Melo / Prefeitura de Anápolis)

Levantamento identificou grandes diferenças de preços em varas, molinetes, linhas, viveiros e outros equipamentos para a temporada de pesca. (Foto: Victor Melo / Prefeitura de Anápolis)

Já a linha de pesca monofilamento de nylon 100 metros apresentou diferença de 78%, enquanto a vara para carretilha também chegou a esse percentual. Molinetes e anzóis registraram oscilações de até 66%.

Além dos equipamentos de pesca, a pesquisa também encontrou diferenças expressivas em itens de camping.

As barracas para três pessoas variaram 52%, enquanto cadeiras de pescaria e caixas organizadoras chegaram a oscilar até 50% entre os estabelecimentos pesquisados.

Segundo o Procon, a pesquisa tem caráter informativo e busca incentivar o consumidor a comparar preços antes da compra. O órgão destaca que os valores podem sofrer alterações ao longo da temporada, já que os produtos não possuem tabelamento.

Segurança também deve entrar na conta

Além da economia, o Procon orienta que consumidores priorizem produtos certificados, especialmente os coletes salva-vidas, que devem possuir homologação da Marinha do Brasil.

O órgão lembra ainda que, no Rio Araguaia, o uso do equipamento é obrigatório para todos os ocupantes das embarcações e o descumprimento da regra pode resultar em multas superiores a R$ 1 mil, além de outras penalidades.

Veja pesquisa completa clicando aqui.

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Lara Duarte

Jornalista e pós-graduanda em Ciência Política, com atuação em jornal impresso, assessoria de comunicação e produção, reunindo experiência em diferentes frentes da comunicação.

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