Aos 21 anos, jovem que estudou em escola pública conta com a mãe, o padrinho e um amigo para pagar o cursinho para passar em Medicina e, depois de 3 tentativas, conquista bolsa integral na USP

A história mostra como oportunidades podem surgir mesmo diante de limitações financeiras

Magno Oliver Magno Oliver -
Aos 21 anos, jovem que estudou em escola pública conta com a mãe, o padrinho e um amigo para pagar o cursinho para passar em Medicina e, depois de 3 tentativas, conquista bolsa integral na USP
(Foto: Reprodução)

Aos 21 anos, Kawe Rodrigues Carneiro Bessa transformou uma preparação marcada por limitações financeiras em uma aprovação no curso de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto.

Morador do Belenzinho, na zona leste da capital paulista, ele estudou toda a vida em escola pública e precisou de uma rede de apoio para começar a preparação.

No primeiro ano de cursinho, a mãe, o padrinho e um amigo ajudaram a bancar os custos. A trajetória até a vaga, porém, exigiu três tentativas.

O estudante havia escolhido Medicina como primeira opção e decidiu manter o objetivo mesmo após não conseguir a aprovação nas primeiras seleções.

Segundo relatos publicados pelo UOL e pelo Terra, os dois primeiros ciclos tiveram uma rotina de estudos muito intensa.

No terceiro ano, ele mudou a estratégia: passou a concentrar esforços na correção dos próprios erros, participou de simulados e buscou equilíbrio maior entre preparação e vida pessoal. O desempenho acumulado também abriu uma nova possibilidade: uma bolsa integral no Curso Objetivo.

Uma ajuda que mudou tudo

A bolsa foi decisiva para reduzir o peso financeiro da preparação. De acordo com o relato de Kawe, a gratuidade foi concedida pelo desempenho apresentado durante o período de estudos.

O próprio Curso Objetivo confirma Kawe entre seus aprovados em Medicina da USP e mantém depoimentos de estudantes que atribuem parte da preparação à estrutura, aos professores e aos materiais oferecidos pelo cursinho.

A instituição também informa que trabalha com bolsas de até 100% por meio de concursos e programas baseados no desempenho.

Uma conquista dedicada à mãe

A aprovação ganhou um significado ainda maior porque a mãe de Kawe, Kênia Bessa, morreu em 2025, aos 48 anos, após um problema cardíaco.

Ela havia sido uma das principais incentivadoras do projeto e acompanhou de perto a preparação do filho. O interesse pela Medicina também foi fortalecido pela convivência com a mãe em ambientes hospitalares.

Durante o período de luto, Kawe continuou estudando e chegou à terceira tentativa carregando a promessa feita a ela de se formar e usar a profissão para ajudar outras pessoas.

A vaga em Ribeirão Preto, que era sua primeira escolha, marcou o fim de um ciclo de preparação e o início de uma nova etapa acadêmica.

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Magno Oliver

Magno Oliver

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Escreve para o Portal 6 desde julho de 2023.

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