Juan Liquindoli, especialista em animais: “Os cães gostam de ser acariciados, mas nesses lugares não pode”
Gestos comuns entre tutores podem provocar reações diferentes nos animais, que demonstram pelo corpo quando algo não está agradável

Fazer carinho no cachorro parece um gesto simples e quase automático. Basta o animal se aproximar para muitas pessoas estenderem a mão e começarem a tocá-lo.
O problema é que aquilo que representa afeto para o tutor nem sempre provoca a mesma sensação no pet.
Segundo o especialista em comportamento animal Juan Liquindoli, os cães geralmente apreciam o contato físico, mas existem diferenças importantes dependendo da região escolhida e, principalmente, da reação de cada animal.
Algumas partes do corpo tendem a ser mais confortáveis para o toque.
Ombros e peito, por exemplo, aparecem entre as regiões associadas a respostas mais tranquilas durante a interação.
A situação muda quando o carinho chega a áreas mais sensíveis.
Lugares exigem atenção
Patas, parte inferior da cauda e pescoço estão entre as regiões que podem provocar maior desconforto em alguns cães.
Por isso, o especialista recomenda que o tutor não insista quando perceber sinais de incômodo.
Movimentos que restringem a liberdade do animal também merecem cuidado.
Segurar o focinho ou tentar imobilizar o cachorro durante o contato pode tornar uma interação inicialmente amigável em uma experiência desagradável.
Mais importante do que decorar uma lista de lugares permitidos ou proibidos é observar a linguagem corporal do pet.
Desviar a cabeça, evitar o olhar, lamber o focinho, levantar uma pata, bocejar, ficar imóvel ou começar a se sacudir são alguns comportamentos que podem indicar desconforto.
Até atitudes aparentemente comuns, como se coçar ou começar a cheirar o chão repentinamente, podem surgir durante uma interação indesejada.
Liquindoli ressalta ainda que não existe uma regra absoluta para todos os animais.
Cada cachorro possui preferências próprias, construídas a partir do temperamento, das experiências anteriores e da relação estabelecida com as pessoas.
Assim, antes de insistir no carinho, o melhor caminho é observar o próprio cão: muitas vezes, ele já está mostrando se quer que a interação continue ou termine.
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