Trabalhador é demitido por justa causa após empresa descobrir o que ele fez durante a licença médica
O episódio chegou aos tribunais e levantou debate sobre limites durante períodos de recuperação

A Justiça do Trabalho de Santa Catarina manteve a demissão por justa causa de um trabalhador que foi flagrado dançando durante a Oktoberfest de Blumenau enquanto estava afastado por recomendação médica.
O homem havia sofrido um acidente de moto em 17 de outubro de 2025, fraturou o tornozelo esquerdo e passou por cirurgia.
O médico recomendou 90 dias de repouso, mas seis dias depois ele apareceu na festa usando muletas e participando das comemorações.
Segundo o processo, imagens publicadas nas redes sociais mostraram o trabalhador no evento em 23 de outubro, dançando e até levantando as muletas.
A empresa considerou que a atitude era incompatível com o afastamento e aplicou a justa causa quatro dias depois. O caso foi levado à Justiça pelo funcionário, que tentou reverter a demissão e pediu mais de R$ 123 mil em verbas trabalhistas e indenização.
Decisão mantida
Na avaliação judicial, a participação em uma festa movimentada, poucos dias depois de uma cirurgia e durante um período de repouso indicado por médico, poderia prejudicar a recuperação.
A conduta foi enquadrada como mau procedimento, fundamento usado para manter a dispensa por justa causa. O entendimento também apontou que o comportamento contrariava a confiança esperada na relação entre empregado e empregador.
Com a decisão, os pedidos apresentados pelo trabalhador foram rejeitados. Ele também foi condenado a pagar R$ 12.321,55 em honorários advocatícios, mas a cobrança ficou suspensa por dois anos porque ele possui o benefício da Justiça gratuita. O caso ainda pode ser contestado. Os nomes do trabalhador e da empresa não foram divulgados publicamente.
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