Os piores nomes para bebê e que são proibidos de registrar em cartório, segundo tabeliões

Escolhas consideradas ofensivas, constrangedoras ou semelhantes a títulos oficiais podem ser barradas antes mesmo da emissão da certidão

Leticia Teixeira Leticia Teixeira -
Pais registrando um bebê
(Imagem: Ilustração)

Escolher o nome de um bebê costuma envolver gosto pessoal, história familiar e até tendências do momento. Porém, a liberdade dos pais não é absoluta e determinadas escolhas podem encontrar resistência na hora do registro.

As regras variam bastante entre os países. Na Nova Zelândia, por exemplo, autoridades rejeitaram 71 pedidos de nomes em 2024, principalmente por envolverem títulos oficiais, símbolos ou termos considerados inadequados.

Entre as opções já recusadas aparecem nomes que, à primeira vista, podem até parecer criativos. No entanto, o objetivo das restrições é evitar constrangimentos futuros e proteger a identidade da criança.

A discussão também chama atenção no Brasil, onde já existem casos de nomes diferentes registrados em cartório.

Nomes que já foram proibidos no registro

Entre as escolhas barradas na Nova Zelândia estão King, Prince, Princess, Sovereign, Captain, Empress, Vampire e Lucifer. Em português, os termos correspondem a Rei, Príncipe, Princesa, Soberano, Capitão, Imperatriz, Vampira e Lúcifer.

Além disso, as regras locais impedem nomes com números, símbolos ou sinais de pontuação inadequados. O nome completo também não pode ultrapassar 70 caracteres, incluindo os espaços.

Títulos como Rei, Rainha ou Majestade costumam receber atenção especial porque podem ser confundidos com cargos ou classificações oficiais. Por isso, essas escolhas passam por análise antes da confirmação do registro.

Enquanto alguns pais buscam opções incomuns, outros preferem acompanhar os nomes que viraram tendência em 2026.

No Brasil não existe lista fixa de nomes proibidos

No Brasil, a situação é diferente. A Lei de Registros Públicos não estabelece uma lista nacional com nomes proibidos. Entretanto, determina que o oficial de registro não registre prenomes capazes de expor a pessoa ao ridículo.

Caso os responsáveis discordem da recusa, o cartório deve encaminhar a questão para decisão judicial. Assim, cada situação pode ser analisada individualmente, considerando o possível impacto sobre a criança.

Portanto, nomes incomuns não são automaticamente proibidos no país. Ainda assim, escolhas consideradas humilhantes ou constrangedoras podem ser barradas, como já ocorre em discussões sobre nomes recusados pela Justiça.

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Leticia Teixeira

Leticia Teixeira

Estudante de Jornalismo e estagiária do Portal 6, é curiosa, apaixonada por comunicação e está sempre em busca de aprender, observar e contar boas histórias.

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