Ela se formou em Oxford, tinha uma vida de luxo e abandonou tudo para construir uma casa de barro, palha e esterco, e hoje vive há mais de 25 anos nela, sem água encanada e luz

Diplomada por uma das universidades mais prestigiadas do mundo, Ema Orbach trocou a cidade por uma vida de autonomia na floresta

Gabriel Dias Gabriel Dias -
casa de emma orbach, formada em oxford
(Imagem: Ilustração/Captura de tela/YouTube/Off-grid network)

Ema Orbach tinha tudo para seguir uma carreira tradicional após se formar pela Universidade de Oxford. Em vez disso, decidiu abandonar o estilo de vida urbano e construir um futuro completamente diferente: há mais de 25 anos, ela mora em uma pequena casa de barro, palha, madeira e esterco de cavalo, sem água encanada e sem eletricidade, no oeste do País de Gales.

A britânica define sua filosofia como “simplicidade radical”, uma escolha baseada na redução do consumo, na autonomia e na convivência diária com a natureza. Sua história ganhou projeção internacional e foi retratada em um documentário do canal Off-Grid Network.

A mudança começou em 1994

A decisão de mudar de vida aconteceu em 1994, quando Ema e o então marido compraram uma propriedade isolada cercada por florestas. O casal passou a cultivar a terra e conviver com comunidades interessadas em espiritualidade e sustentabilidade.

Após o divórcio, ela permaneceu no local e, em 1999, ergueu a casa onde vive até hoje. A construção utiliza materiais naturais e um telhado coberto por vegetação, que ajuda a integrar a residência à paisagem.

Rotina exige trabalho todos os dias

Sem água encanada, Ema busca diariamente baldes de água em um riacho próximo. O banheiro funciona com sistema de compostagem, enquanto um fogão a lenha é responsável por cozinhar os alimentos e aquecer a casa durante o inverno.

Grande parte da alimentação também nasce na própria propriedade. Ela cultiva hortaliças, cria galinhas para a produção de ovos e ordenha cabras para obter leite, tornando a rotina marcada por tarefas físicas e planejamento constante.

O que é a “simplicidade radical”?

Apesar de defender esse modo de vida, Ema não afirma que ele seja ideal para todos. Segundo ela, viver com menos tecnologia não significa viver sem esforço, mas escolher conscientemente quais confortos são realmente necessários.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Jornalismo Cultural.

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