Cansada de trabalhar na fábrica, ela largou o emprego e se mudou com o marido para a Europa, onde precisou de 4 anos de preparação até virar caminhoneira; hoje cruza países, passa cerca de 20 dias seguidos na estrada e conhece o continente enquanto trabalha
Mudança de continente abriu caminho para uma profissão que exigiu anos de preparação e trouxe uma rotina longe de casa

Deixar um emprego conhecido, mudar de continente e recomeçar profissionalmente já representaria uma grande mudança. Para a catarinense Mayara da Rosa, porém, esse foi apenas o início de uma trajetória que acabaria colocando as estradas da Europa no centro da rotina.
Natural de Imbituba, em Santa Catarina, ela trabalhava em uma fábrica de roupas de cama quando decidiu se mudar com o marido, Carlos Alberto Jr. Os dois chegaram primeiro à Espanha e, posteriormente, estabeleceram-se em Portugal.
O objetivo de trabalhar com caminhões não se concretizou de imediato. Entre outros empregos, documentos, cursos e habilitações, o casal levou cerca de quatro anos para finalmente entrar no transporte profissional.
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Mayara passou pelas categorias necessárias para condução de veículos pesados e menciona ainda a obtenção do CAM, certificação exigida para o exercício profissional da atividade em Portugal.
Hoje, marido e mulher trabalham juntos no transporte internacional de cargas e atravessam diferentes países europeus.
Dias seguidos longe de casa
A rotina exige longos períodos dentro do caminhão. Segundo Mayara, eles chegam a permanecer aproximadamente 20 dias consecutivos na estrada antes de voltar para casa, onde ficam apenas três ou quatro dias.
Como trabalham em dupla, os dois se alternam na direção e no descanso. Há trajetos em que a operação se estende por períodos próximos de 21 horas, embora cada motorista continue submetido aos limites de direção e repouso previstos pelas regras europeias.
Neve, congestionamentos, acessos apertados para caminhões e dificuldades com diferentes idiomas também fazem parte do trabalho.
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