Vila Jaiara completa 78 anos com história antiga, comércio crescente e expectativa de vida maior que a do brasileiro
Bairro onde habita quase 25% de Anápolis comemora aniversário em posição bem consolidada e difícil de ignorar
Se a Vila Jaiara fosse um brasileiro médio, já teria ultrapassado a expectativa de vida. Acima dos 76,6 anos estimados pelo Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE), o bairro chega oficialmente aos 78 anos nesta sexta-feira (21).
Como a Vila Jaiara não é nenhum dos anteriores, mas um bairro de Anápolis, se tornou a Grande Jaiara – um espaço misto, que consegue reunir moradias e comércio em harmonia, atraindo cada vez mais habitantes.
Há quem diga que o setor já se aproxima dos 100 mil moradores, o equivalente a quase 24% de toda a população anapolina. Não à toa, ficou conhecido como “uma cidade dentro de outra cidade”.
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A história é antiga – na verdade, começou antes mesmo do “nascimento” oficial. Era 1943 quando se iniciou o planejamento urbanístico da área. A criação do loteamento e as primeiras ocupações viriam pouco depois, em 1946.
A comercialização dos lotes, efetivamente, só chegou em 1948. Era impulsionada pela fundação da Companhia Goiana de Fiação e Tecelagem de Algodão, que atraía cada vez mais trabalhadores.
Nas décadas seguintes, a região teve papel estratégico no escoamento de mercadorias vindas de outras cidades. A construção da BR-153 deixou acesso facilitado.
Hoje, a Jaiara – nome que veio da junção de Jairo e Iara – é quase um aglomerado. Com tamanha importância, acabou se aproximando de setores próximos, citados pela Prefeitura, às vezes, simplesmente pela relação que passaram a carregar.
Para falar de bairros como Nova Vila, Adriana Parque, Jandaia, Dom Felipe, Lago dos Buritis, Guanabara e Mônica Braga, por exemplo, adotou-se uma nova nomenclatura: surgiu a Grande Jaiara.
Os efeitos são visíveis: galerias, universidades, farmácias, restaurantes e diversos comércios preenchem as ruas, de tal modo que o bairro virou um “subcentro”. Os moradores já quase não precisam deixar a vizinhança rumo ao Setor Central.
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