Carolina, pedreira na Espanha: “Um cabeleireiro ganha cerca de R$ 6 mil por mês, enquanto na construção civil é possível receber mais de R$ 600 por dia”
Mudança de área ganhou destaque ao desafiar ideias antigas sobre determinadas profissões

A brasileira Carolina, que trabalha e se prepara profissionalmente para atuar na construção civil na Espanha, chamou atenção ao comparar os ganhos de diferentes profissões.
Em um relato divulgado nas redes sociais, ela afirmou que um cabeleireiro pode receber cerca de 1.000 euros por mês, enquanto um profissional especializado em colocação de azulejos, atividade conhecida como alicatado, pode chegar a 100 euros por dia.
Na cotação aproximada de 6 euros por real, os valores equivaleriam a cerca de R$ 6 mil mensais e R$ 600 por dia, respectivamente. Os números, porém, são uma referência apresentada por Carolina e não representam uma tabela oficial de salários.
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Considerando 20 dias trabalhados no mês, os 100 euros diários chegariam a 2.000 euros, antes de impostos e outros descontos. A renda real varia conforme experiência, região, tipo de contratação, quantidade de dias trabalhados e demanda pelo serviço.
Carolina destaca que áreas costeiras espanholas podem oferecer oportunidades maiores por causa da atividade imobiliária, turística e de reformas.
O setor também enfrenta um problema de renovação da mão de obra: dados do Observatório Industrial da Construção apontam que 166.833 mulheres estavam afiliadas ao setor em 2025, representando 11,5% do total e o maior percentual desde 2014.
Uma mudança de profissão
A trajetória de Carolina ajuda a explicar por que o depoimento ganhou repercussão. Ela tem 23 anos de experiência na área de informática e permaneceu 16 anos na mesma empresa.
Paralelamente ao trabalho, realizava reformas por hobby e decidiu fazer uma formação técnica para transformar essa experiência em atividade profissional.
A profissional também afirma que as ferramentas elétricas, equipamentos de corte e outros recursos atuais reduziram parte do esforço físico exigido em diversas tarefas.
Mais mulheres no setor
Carolina também usa a própria experiência para defender que mulheres considerem profissões da construção como alternativa de carreira.
Segundo o Observatório Industrial da Construção, a participação feminina chegou a 11,5% do setor em 2025, com crescimento pelo sexto ano consecutivo.
Apesar do avanço, a presença das mulheres ainda é pequena, principalmente em funções diretamente ligadas às obras.
O cenário de envelhecimento da mão de obra e a procura por profissionais qualificados ajudam a explicar a abertura de oportunidades em áreas como alvenaria, azulejaria, eletricidade e hidráulica.
O caso, portanto, não significa que todo trabalhador da construção receba 100 euros por dia ou que um cabeleireiro tenha renda fixa de 1.000 euros mensais.
A comparação feita por Carolina serve para mostrar uma diferença de possibilidades entre profissões e chamar atenção para um setor que ainda possui baixa participação feminina.
Na prática, quem pretende seguir esse caminho precisa considerar formação, experiência, região, regime de trabalho e custos envolvidos antes de projetar uma renda mensal.
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