Pesquisador da UFG lidera ranking dos nomes mais influentes da Inteligência Artificial no Brasil
Anderson Soares é fundador do Centro de Excelência em IA e foi presidente da comissão que criou a primeira graduação nacional na área

O nome mais influente na área de Inteligência Artificial (IA) de todo o país é de Goiânia: Anderson Soares, professor na Universidade Federal de Goiás (UFG).
O reconhecimento coloca o pesquisador acima de personalidades como a executiva Tânia Cosentino (ex-coordenadora geral da Microsoft no Brasil e ex-vice-presidente em segurança cibernética para a mesma empresa na América Latina) e a especialista Nina da Hora, que atua em temas relacionados à justiça algorítmica. As duas apareceram na sequência, no 2º e 3º lugar.
O resultado é do levantamento Pulso 2026/2027, realizado pela consultoria Deck em parceria com a Nexus, que também promove pesquisas eleitorais. O estudo analisou mais de 2 mil perfis em 21 setores da economia brasileira.
- Caminhoneiro percorre 3,7 mil km em 4 dias para entregar remédio e dieta especial a menino de 12 anos durante enchente no RS e cumpre promessa feita à mãe: ‘Eu disse que ia chegar’
- Aos 11 anos, menino de Paulínia aprendeu sozinho inglês, japonês, latim e mais três idiomas pelo celular, e ainda achou tempo para nadar, escrever livros e ganhar bronze em uma olimpíada internacional de matemática
- Como a amizade sincera entre um nerd e um talentoso cozinheiro resultou no restaurante mais cobiçado de Anápolis
A avaliação considerava critérios como influência, reputação e afinidade, além da capacidade de construir autoridade, pautar discussões e influenciar decisões. Na área da IA, o resultado reflete as aplicações da tecnologia em diferentes espaços da sociedade no país.
Para Anderson, o reconhecimento vai além do que ele construiu sozinho. “Esse reconhecimento é muito significativo, mas eu o vejo como resultado de um trabalho que não é individual. Goiás construiu, nos últimos anos, um ecossistema de inteligência artificial que reúne universidade, pesquisadores, empresas, poder público e sociedade”, reflete.
Afirma: “estar nessa posição mostra que o conhecimento produzido aqui está participando das discussões mais importantes sobre o futuro da IA no Brasil”.
Atualmente, Anderson está licenciado da UFG para atuar como Diretor de Inteligência Artificial do AI Brasil, maior comunidade de IA do país, com mais de 10 mil membros.
Trajetória

Anderson Soares fundou o CEIA UFG e atua como Diretor de Inteligência Artificial do AI Brasil. (Foto: Divulgação)
Expoente fundamental do setor no país, Anderson vem sendo nome relevante no debate há alguns anos.
Com doutorado em Engenharia Eletrônica e de Computação pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), ele foi presidente da comissão que criou o primeiro bacharelado em Inteligência Artificial do Brasil, considerado um dos primeiros no mundo.
A primeira turma formada pelo curso é de 2024 e já resultou em profissionais muito requisitados no mercado. Foram 15 estudantes, dos quais dois já contaram ao Portal 6 que saíram da universidade com propostas de salários mensais a partir dos R$ 10 mil.
Segundo os universitários, a procura acontecia desde o primeiro semestre. Entre os fatores fundamentais, estavam o contato com o ambiente ainda dentro da graduação e a participação em projetos que uniam investimento privado e parceria com o Governo de Goiás.
Como resultado, o curso se tornou o mais concorrido na UFG em poucos anos, ultrapassando lideranças históricas como Medicina e recentes como Engenharia de Software, e influenciou outras universidades a seguirem o mesmo caminho.
Em janeiro de 2026, quando estudos mostraram que as graduações em IA no país tinham crescido seis vezes em apenas um ano, Anderson contou ao Portal 6 que o curso era um caso de sucesso observado pelas semelhantes.
À época, a equipe já tinha recebido cerca de 12 comitivas, do Brasil inteiro, para conhecer o que vinha sendo desenvolvido no Instituto de Informática.
Cenário crescente em Goiás
Além do bacharelado, Anderson ajudou a fomentar o cenário ainda mais quando fundou o Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA), que conectou os estudantes diretamente ao mercado e à inovação aplicada à indústria.
Em uma década, o CEIA executou mais de 200 projetos e captou mais de R$ 500 milhões, com parceiros como Itaú, Globo, iFood, Natura, Copel Energia, Cemig, Vivo, WEG e Volkswagen.
O projeto integra um cenário ainda mais complexo para o setor em Goiás. Em julho deste ano, o Governo Estadual lançou o Distrito de Inovação e Inteligência Artificial (DI.IA) no Setor Leste Universitário, em Goiânia.
O objetivo é transformar a região em um polo voltado ao desenvolvimento de IA, reunindo empresas de tecnologia, centros de pesquisa, startups e programas de formação profissional.
O DI.IA prevê o investimento de R$ 300 milhões para ampliar a presença do estado no ramo. O valor é destinado à reforma e adaptação de prédios públicos e à construção de novas estruturas, além do desenvolvimento de projetos de pesquisa e inovação.
A estimativa é de que o distrito crie 1.406 empregos diretos, com circulação diária de pessoas superior a 3,2 mil pessoas. O projeto ainda prevê 1.500 bolsas de qualificação profissional, cursos técnicos gratuitos e parcerias com universidades como UFG e PUC.
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!








