Irmã de trabalhador morto a tiros em fazenda no interior de Goiás cobra justiça: “meus sobrinhos estão sofrendo”
Vítima tinha 32 anos e deixou quatro filhos; suspeito afirma ter agido em legítima defesa

Um trabalhador rural do município de São João d’Aliança, na região Nordeste de Goiás, foi morto a tiros após uma discussão com um colega de trabalho. O crime ocorreu no dia 12 de agosto de 2026 e, até o momento, nenhum suspeito foi preso.
Tássio Ferreira tinha 32 anos e trabalhava em uma plantação de tomates no município. De acordo com a irmã, Tassita Kamassagre, ele teria se desentendido com um colega de trabalho, de 48 anos, e o filho dele, de 23, após uma reunião relacionada à divisão dos lucros distribuídos entre os funcionários.
No dia anterior à morte, Tássio discutiu com o rapaz de 23 anos por causa da situação envolvendo a plantação. Já no dia 12, segundo ela, os dois teriam voltado a discutir dentro de um galpão da fazenda.
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Após o novo desentendimento, Tássio teria seguido para o campo para continuar o trabalho. Nesse momento, uma máquina apresentou problema e ele pediu pelo rádio que o responsável pela propriedade enviasse um outro veículo para buscá-lo.
Ao chegar no local, apenas 20 minutos depois da solicitação de ajuda, o responsável encontrou Tássio já morto. Ele estava caído em uma estrada de terra que dá acesso à fazenda. A Polícia Militar (PM) e a Polícia Civil (PC) foram acionadas.
A perícia constatou dois ferimentos provocados por disparos de arma de fogo, sendo um na região do peito e outro na testa. No local, foram encontradas três cápsulas deflagradas de calibre 9 milímetros.
Colega de trabalho assumiu autoria alegando legítima defesa
Após o crime, pai e filho com quem Tássio havia discutido deixaram São João d’Aliança rumo à cidade de Anápolis, onde possuem residência. A intenção seria evitar a prisão em flagrante.
No mesmo dia, o homem mais velho contratou um advogado e afirmou à PC, por meio da defesa, que efetuou os disparos por legítima defesa.
Conforme apurado pelo Portal 6, o autor dos disparos alega ter sido alvo de ameaças feitas por Tássio no dia anterior à morte.
No momento da discussão, pai e filho teriam percebido um movimento da vítima em direção a uma mochila e à região da cintura, e acreditaram ser um possível saque de arma. Nesse instante, houve os disparos.
Para Tassita, porém, a morte do irmão deixou uma família devastada. Tássio era pai de quatro crianças, uma menina e três meninos, que, segundo ela, estão enfrentando sofrimento desde a perda.
“Meus sobrinhos estão sofrendo”, afirma a irmã. Ela conta que uma das crianças chega a chorar enquanto dorme e diz que a mãe de Tássio também enfrenta dificuldades para lidar com a morte do filho.
“Meu irmão vivia para o trabalho. Ele foi morto de um forma tão cruel. O assassino não deu nem o direito dele se defender”, declarou Tassita. A família agora espera que os responsáveis sejam responsabilizados.
“Deixo apenas um apelo: que a Justiça seja feita e que a impunidade não vença”, finalizou.
A reportagem entrou em contato com a defesa de pai e filho envolvidos na discussão, pedindo posicionamento a respeito do ocorrido. O espaço para posicionamento segue em aberto.
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