Prefeitura de Goiânia lamenta continuidade de greve após proposta de reajuste e diz que seguirá negociando com sindicato
Segundo a SME, as reivindicações dos administrativos foram acolhidas após rodadas de negociação e audiência de conciliação

Mesmo com a nova proposta apresentada pela Prefeitura de Goiânia após negociação intermediada pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) informou que manterá a greve dos servidores administrativos do setor na capital.
De acordo com a administração municipal, a proposta incluía a alteração da data-base para janeiro, recomposição salarial para o período de 2026 a 2030, pagamento do auxílio-locomoção referente a julho, adesão facultativa ao novo enquadramento funcional, entre outros pontos.
Contudo, os termos da negociação foram rejeitados pelo servidores administrativos, em assembleia promovida na manhã de segunda-feira (24).
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Sem acordo e com a greve em andamento, o sindicato agora organiza uma manifestação, agendada para quinta-feira (27), em frente ao Paço Municipal.
Tratativas entre prefeitura e o Sintego
A greve dos administrativos foi retomada pelo sindicato no dia 17 de agosto, após rejeição da proposta apresentada, no início de agosto, para atualização parcelada da tabela salarial.
Desde então, duas audiências de conciliação já foram promovidas, uma na quarta-feira (19) e outra na última sexta-feira (21), com formulação e apresentação ao setor de um novo modelo de reajuste.
Em nota, a Prefeitura de Goiânia lamentou a rejeição do novo acordo. Segundo a Secretaria Municipal de Educação de Goiânia (SME), as reivindicações dos servidores administrativos foram acolhidas após a última audiência de conciliação no TJGO.
Para a SME, a continuidade da paralisação “impacta diretamente o funcionamento das unidades educacionais e, principalmente, as crianças, estudantes e famílias que dependem diariamente dos serviços prestados pelas escolas e CMEIs”.
A greve, contudo, não é total. Uma decisão judicial já havia estabelecido a manutenção mínima de 70% dos servidores administrativos em atividade nas unidades educacionais, visando não prejudicar o atendimento no município.
Por fim, a pasta afirmou que continuará o dialogo com o setor para dar fim, o mais breve, ao movimento grevista.
“A Prefeitura de Goiânia permanece aberta ao diálogo responsável, dentro das possibilidades legais e financeiras do Município, ao mesmo tempo em que seguirá trabalhando para preservar o atendimento aos estudantes e às famílias da Rede Municipal de Educação”, informou.
Confira a nota da SME na íntegra
“A Secretaria Municipal de Educação de Goiânia (SME) informa que foi oficialmente comunicada, nesta segunda-feira (24/8), sobre a decisão dos servidores administrativos da Educação de manter o movimento grevista.
A Prefeitura de Goiânia lamenta a rejeição da proposta apresentada à categoria, construída após sucessivas rodadas de negociação e audiência de conciliação no Tribunal de Justiça de Goiás. Desde o início das tratativas, o Município tem mantido o diálogo e buscado alternativas que permitam avançar na valorização dos servidores administrativos, respeitando os limites legais e fiscais aos quais a administração pública está submetida.
A proposta submetida à assembleia contemplou avanços importantes, entre eles a alteração da data-base para janeiro, recomposição salarial conforme as tabelas apresentadas para o período de 2026 a 2030, pagamento do auxílio-locomoção referente a julho, preservação integral da gratificação de final de ano aos participantes do movimento, abono dos dias de paralisação e possibilidade de adesão facultativa ao novo enquadramento funcional.
A SME reforça que a continuidade da paralisação impacta diretamente o funcionamento das unidades educacionais e, principalmente, as crianças, estudantes e famílias que dependem diariamente dos serviços prestados pelas escolas e CMEIs, inclusive da alimentação escolar e do atendimento às crianças.
A Secretaria esclarece ainda que permanece vigente a decisão judicial que determina a manutenção de 70% dos servidores administrativos em atividade nas unidades educacionais durante o período de greve. A Prefeitura adotará todas as medidas necessárias para assegurar o cumprimento da determinação judicial e a continuidade dos serviços essenciais prestados à população.
A Prefeitura de Goiânia permanece aberta ao diálogo responsável, dentro das possibilidades legais e financeiras do Município, ao mesmo tempo em que seguirá trabalhando para preservar o atendimento aos estudantes e às famílias da Rede Municipal de Educação.
Secretaria Municipal de Educação”
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