Calor pesa no bolso: aparelhos para refrescar podem custar até 134% a mais em Goiás
Levantamento do Procon em Goiânia e Anápolis revela forte oscilação entre lojas e reforça cuidados antes da compra

Em meio a épocas de altas temperaturas ao longo do dia e baixos índices de umidade do ar, os goianos vão às ruas procurando ventiladores, umidificadores, climatizadores, aparelhos de ar-condicionados e outros produtos que consigam amenizar o calor.
Com a alta procura, os consumidores se depararam com um aumento repentino dos valores. Segundo medição feita pelo Procon Goiás, os preços praticados em Goiânia e Anápolis apresentam diferenças de até 134% nesses equipamentos.
Valores em Goiânia
Na capital do estado, que registra temperaturas acima de 30°C há pelo menos 30 dias consecutivos, foram analisados 31 itens de 16 estabelecimentos entre os dias 21 e 25 de agosto.
Nas consultas, a maior variação registrada foi do ventilador de mesa Arno Xtreme, vendido entre R$ 199,99 e R$ 469 — diferença de 134,62%. Entre os climatizadores, o modelo de 70 litros da Ventisol teve variação de 79% (de R$ 999 a R$ 1.789).
Outros produtos também mostraram fortes oscilações, como o umidificador, variando por volta de 66%, e o aparelho de ar-condicionado, que a diferença ultrapassou 42%.
Medições em Anápolis
Na cidade de Anápolis, o Procon avaliou 31 produtos em 14 estabelecimentos entre os dias 18 e 20 de agosto. A maior margem de diferença foi de 134,3%, observada no umidificador de ar de 2 litros, indo de R$ 99,90 a R$ 234,07.
Outro equipamento com diferenças significativas foi o ventilador de teto, encontrado entre R$ 169,90 e R$ 379,90, marcando 123,6%. Já o climatizador de 35 litros registrou diferença de 96,51%, comercializado entre R$ 702,44 e R$ 1.380.
Recomendações do órgão
Segundo orientações do Procon, o consumidor deve verificar, ao comprar em loja física, se o aparelho em questão está em perfeitas condições de funcionamento.
Recomenda-se, também, pedir para testá-lo antes de finalizar a compra, bem como conferir se nele há o selo do Inmetro.
Em caso de compras feitas pela internet, o Código de Defesa do Consumidor prevê prazo de sete dias, a partir da assinatura do contrato ou do recebimento da encomenda, para desistência da mercadoria. É ideal verificar a confiabilidade do comércio digital em sites como Reclame Aqui.
Todos os registros relacionados à compra devem ser guardados, como comprovantes de pagamento, conversas online e anúncios veiculados, além da nota fiscal que, caso não tenha sido emitida, deve ser requerida pelo consumidor para facilitar processos de troca ou devoluções.
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