Os 3 melhores tipos de piso para quem quer casa fácil de limpar e que não risca, segundo pedreiros

Para profissionais da construção, resistência e manutenção simples devem pesar tanto quanto a aparência antes da compra

Cristiano Roonowa Cristiano Roonowa -
melhores tipos de piso para quem quer casa fácil de limpar e que não risca
(Imagem: Ilustração/IA)

Quem está construindo ou reformando sabe que escolher o piso da casa pode virar uma verdadeira dor de cabeça.

Cor, tamanho e acabamento costumam chamar atenção primeiro, mas existe um detalhe que só aparece depois que os moradores começam a usar o ambiente: o trabalho para manter tudo limpo e sem marcas.

Um piso bonito, mas que mancha com facilidade ou ganha riscos após arrastar uma cadeira, pode virar motivo de arrependimento.

Por isso, pedreiros e outros profissionais da construção costumam levar em consideração fatores como resistência ao desgaste, absorção de água e facilidade de manutenção antes de indicar um revestimento para áreas de uso intenso.

Entre as opções disponíveis, três materiais se destacam quando a ideia é unir faxina simples e boa resistência a riscos.

1. Porcelanato técnico

O porcelanato aparece entre as primeiras escolhas para quem deseja um piso resistente e relativamente simples de cuidar.

Mas existe um detalhe importante: se a prioridade for evitar riscos, o porcelanato técnico tende a levar vantagem sobre vários modelos esmaltados.

Segundo a Portobello, esse tipo é mais resistente a riscos por não depender de uma camada superficial de esmalte. O material também apresenta baixa absorção de água, característica que ajuda no uso cotidiano e na manutenção.

Na faxina, normalmente não é necessário recorrer a produtos muito fortes.

Água e uma pequena quantidade de detergente neutro, aplicadas com pano macio, costumam ser suficientes para a limpeza rotineira do porcelanato. O uso exagerado de produtos pode, inclusive, deixar resíduos e tirar o aspecto uniforme da superfície.

Outro ponto a favor são as peças maiores, que permitem reduzir a quantidade de rejuntes aparentes e, consequentemente, os pontos onde a sujeira pode se acumular.

2. Cerâmica de boa qualidade e alto PEI

Quem procura uma alternativa geralmente mais acessível pode encontrar na cerâmica uma boa solução.

O segredo, no entanto, está em não escolher apenas pelo desenho.

Pedreiros costumam observar a resistência do produto ao tráfego e à abrasão. Nos revestimentos esmaltados, uma das referências encontradas no mercado é a classificação PEI, que ajuda a indicar quanto a superfície suporta desgaste pelo uso.

Quanto maior a resistência indicada para o produto, maior tende a ser sua adequação a locais movimentados. Materiais destinados a tráfego residencial intenso são mais interessantes para cozinhas, corredores e salas do que opções feitas para locais de pouco uso.

A cerâmica também tem uma vantagem conhecida de quem cuida da casa: aceita limpeza úmida e não exige o mesmo tipo de manutenção de materiais como madeira natural.

Por outro lado, vale evitar modelos muito ásperos dentro de casa.

Embora a textura possa ser útil em áreas molhadas, superfícies excessivamente rugosas tendem a segurar mais sujeira e exigir mais esforço durante a faxina.

3. Granito

Para quem está disposto a investir mais, o granito é outra opção que combina resistência e longa vida útil.

A pedra natural é conhecida pela dureza e pelo bom desempenho em locais de circulação intensa.

Além de ser resistente ao desgaste e a riscos, possui baixa absorção quando corretamente tratado e pode ser limpo no cotidiano com pano macio, água e detergente neutro.

É justamente essa combinação que faz o granito aparecer não apenas em bancadas, mas também em pisos de casas, prédios e estabelecimentos onde há grande circulação de pessoas.

Existe, porém, um cuidado importante.

Como se trata de pedra natural, a impermeabilização adequada ajuda a reduzir a absorção de líquidos e facilita a conservação ao longo dos anos.

Afinal, qual dos três escolher?

Para quem quer equilibrar visual moderno, resistência e manutenção simples, o porcelanato técnico costuma ser a opção mais versátil.

A cerâmica de alta resistência pode fazer mais sentido para quem precisa controlar o orçamento, enquanto o granito entra como uma alternativa durável para quem aceita um investimento inicial maior.

E há uma regra que vale para qualquer um deles: nenhum piso é literalmente impossível de riscar.

Até materiais bastante resistentes podem sofrer danos com areia arrastada, objetos metálicos ou móveis movimentados sem proteção. A própria Portobello ressalta que todos os revestimentos podem apresentar desgaste se forem utilizados ou conservados de maneira inadequada.

Por isso, colocar feltro nos pés dos móveis, retirar areia antes de passar o pano e evitar produtos abrasivos pode fazer tanta diferença quanto escolher o revestimento correto.

No fim das contas, para quem deseja uma casa prática, não basta escolher o piso mais bonito da loja: é preciso pensar em como ele vai se comportar depois de anos de faxina, passos e móveis sendo movimentados.

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Cristiano Roonowa

Cristiano Roonowa

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). É estagiário no Portal 6 desde agosto de 2026.

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