Mulher investe todas as economias em terreno baldio e, 9 anos depois, ganha casa construída com 850 blocos de plástico reciclado
Sem recursos para levantar as paredes depois da compra do lote, mãe recebeu ajuda que transformou toneladas de resíduos em um lugar para morar

Durante nove anos, Cindy Mora guardou o que conseguia para realizar um objetivo que parecia distante: comprar um terreno onde pudesse construir sua casa para morar com o filho.
Quando finalmente conseguiu adquirir o lote em Alajuelita, próximo a San José, na Costa Rica, surgiu outro obstáculo. As economias haviam praticamente acabado e ainda faltava construir a casa.
A saída veio por meio de um projeto habitacional que reuniu organizações, empresas e trabalhadores voluntários. O resultado foi uma residência com paredes feitas a partir de centenas de blocos produzidos com plástico reciclado.
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Toneladas de plástico viraram paredes
A construção utilizou cerca de 850 blocos encaixáveis, produzidos a partir de aproximadamente 7,5 toneladas de resíduos plásticos.
Garrafas, embalagens, sacolas e outros materiais descartados passaram por processamento antes de ganhar uma nova função. Depois, os módulos foram encaixados para formar as paredes da residência.
O sistema lembra grandes peças de montar, o que simplifica parte da montagem. Uma proposta semelhante aparece em blocos desenvolvidos no Brasil que incorporam plástico reciclado e reduzem o uso de argamassa.
A casa de Cindy, porém, não foi feita exclusivamente de plástico. Fundação, cobertura, portas, janelas e instalações elétricas e hidráulicas recorreram a materiais convencionais.
Ao todo, o projeto mobilizou mais de 800 horas de trabalho voluntário.
Casa ficou parecida com uma convencional
Depois dos acabamentos, dificilmente alguém imaginaria olhando de fora que toneladas de resíduos estão escondidas nas paredes.
A experiência também chama atenção porque materiais reciclados vêm sendo testados em diferentes modelos habitacionais. Em São Paulo, por exemplo, uma casa de 27 m² feita com blocos de plástico foi montada em apenas 15 horas.
Outro projeto brasileiro utiliza painéis modulares feitos com resíduos plásticos para acelerar a construção.
No caso de Cindy, a tecnologia resolveu um problema concreto. A casa foi entregue em 2018 e permitiu que ela e o filho finalmente deixassem de depender de uma moradia compartilhada.
A história voltou a circular em 2026 e mostra como o reaproveitamento de resíduos pode ganhar aplicações muito maiores do que objetos decorativos. Naquele terreno, toneladas de plástico descartado acabaram formando as paredes de uma casa permanente.
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