Adeus, tijolo de barro: brasileiro cria bloco de concreto com plástico reciclado que dispensa argamassa e promete baratear a obra

Projeto desenvolvido em Roraima reaproveita resíduos plásticos, reduz etapas da construção e busca oferecer uma alternativa mais sustentável para o setor

Daniella Bruno -
Tecnologia desenvolvida em Roraima reaproveita resíduos plásticos e pode reduzir custos, desperdício e etapas da construção
(Imagem: Reprodução/CPG Click Petróleo e Gás)

A construção civil busca soluções capazes de reduzir impactos ambientais sem comprometer a qualidade das obras.

Ao mesmo tempo, o descarte inadequado de plástico continua sendo um dos principais desafios ambientais do país. Por isso, projetos que unem sustentabilidade e inovação ganham cada vez mais espaço.

Nesse cenário, uma tecnologia criada em Roraima chama a atenção por transformar resíduos plásticos em blocos para alvenaria.

A proposta promete diminuir o desperdício, reduzir custos e simplificar etapas da construção. No entanto, o produto ainda passa por testes para atender às normas técnicas antes de chegar ao mercado em larga escala.

Como surgiu o Plasbloc

O técnico em edificação estrutural Almir Ribeiro de Oliveira desenvolveu o Plasbloc após observar o grande volume de garrafas PET e outros plásticos descartados diariamente nos canteiros de obras.

Assim, ele decidiu buscar uma forma de reaproveitar esse material na construção civil.

O bloco reúne concreto, plástico reciclado granulado, cimento, areia, água e um catalisador.

Dessa forma, mantém a resistência do concreto e ainda reaproveita resíduos que normalmente seguiriam para aterros sanitários.

O que diferencia o bloco tradicional

O principal diferencial está no sistema de encaixe. Como resultado, os blocos dispensam argamassa durante a elevação das paredes, o que pode reduzir custos com materiais e mão de obra.

Além disso, segundo o criador, o sistema diminui a necessidade de acabamentos convencionais, acelera a execução da obra e reduz a geração de entulho. Consequentemente, o processo construtivo tende a se tornar mais eficiente e sustentável.

Projeto ainda passa por validações

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Roraima (Faperr), por meio do Programa Centelha-RR, apoiou o desenvolvimento da tecnologia.

Segundo Almir Ribeiro de Oliveira, ele pesquisa esse sistema há cerca de 18 anos e utilizou os recursos para realizar ensaios laboratoriais e aperfeiçoar a resistência do material.

Apesar dos resultados promissores, o Plasbloc ainda precisa concluir os testes exigidos pelas normas brasileiras de segurança, desempenho e resistência mecânica. Somente depois dessas validações o setor poderá adotar o produto em maior escala.

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Daniella Bruno

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiária de SEO do Portal 6, em Goiânia. Atua na produção e otimização de conteúdos digitais, com foco em matérias soft sobre comportamento, curiosidades e temas do cotidiano.

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