Adeus, argamassa tradicional: nova opção encaixa a cerâmica como quebra-cabeça, reduz o valor da obra, acelera a entrega da construção e vira tendência entre engenheiros

Um sistema de encaixe inspirado em quebra-cabeças promete mudar a instalação de pisos e reduzir etapas comuns das obras

Isabella Cavalcante Isabella Cavalcante -
piso seco
(Imagem: Ilustração/Inteligência artificial)

Instalar um piso costuma envolver argamassa, água, alinhamento das peças e tempo de espera para a secagem. Agora, uma tecnologia pretende simplificar boa parte desse processo com um sistema que encaixa as placas de cerâmica como um quebra-cabeça.

A proposta utiliza um chamado piso seco, que dispensa a aplicação convencional de argamassa e adesivos cimentícios. Assim, a instalação ganha uma dinâmica diferente e pode reduzir algumas etapas da obra.

aplicação de piso com argamassa

Aplicação de piso com argamassa. (Foto: Reprodução/Captura de tela/Youtube)

Como funciona

O sistema combina a placa cerâmica com uma base técnica feita de polímero termoplástico reciclado. Essa estrutura possui um desenho que permite conectar uma peça à outra pelas laterais.

Na prática, o instalador posiciona os módulos sobre uma superfície adequada e realiza os encaixes. Dessa forma, o próprio sistema mantém as peças conectadas sem depender da aderência tradicional da argamassa.

A tecnologia pode ser utilizada sobre superfícies niveladas e estáveis. Em determinadas situações, isso inclui pisos já existentes, o que também pode diminuir a necessidade de demolição.

Obra mais rápida

Um dos principais atrativos está justamente na velocidade. Como o método não exige preparo de argamassa nem período de cura, algumas etapas deixam de fazer parte da instalação.

Segundo os dados divulgados pela empresa responsável pela tecnologia, o sistema pode alcançar 20 a 25 metros quadrados instalados por hora.

Consequentemente, ambientes podem ficar prontos mais rapidamente. Isso interessa principalmente a obras comerciais e reformas que precisam reduzir o tempo de interrupção do espaço.

Menos sujeira e desperdício

Além da velocidade, o piso seco reduz o uso de água, areia e cimento durante a instalação. Com menos materiais envolvidos no processo, a obra também pode gerar menos resíduos.

Outro ponto está na base produzida com polímero reciclado. Como as peças não ficam permanentemente coladas ao contrapiso, o sistema também pode permitir uma retirada mais simples em determinadas situações.

Isso facilita mudanças futuras e pode reduzir danos à superfície original.

A tecnologia ainda é uma alternativa

Apesar das vantagens, o piso seco não significa que a argamassa tradicional deixará de ser usada imediatamente.

A instalação depende de uma base adequada, nivelada e estável. Além disso, cada projeto precisa considerar as condições do ambiente, o tipo de revestimento e as especificações do sistema.

Ainda assim, a tecnologia acompanha uma tendência crescente na construção civil: buscar métodos mais rápidos, modulares e com menos desperdício.

Assim, o piso que parece um grande quebra-cabeça pode representar uma nova maneira de instalar cerâmica, principalmente em obras que priorizam agilidade e redução de etapas.

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