Radar de velocidade média será testado em trecho da BR-414 em Anápolis
Equipamentos devem ficar entre o trevo com a BR-153 e o Jardim Promissão, mas concessionária afirma que ainda não há data para início dos testes

Motoristas que passam pela BR-414, em Anápolis, já sabem onde deverá funcionar o projeto-piloto de radar de velocidade média autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
O trecho escolhido tem cerca de 5,46 km e fica entre o entroncamento com a BR-153, na saída da cidade, e a região do Jardim Promissão.
A autorização compreende o segmento entre o km 434 e o km 440, da rodovia. Apesar da definição do local, os equipamentos ainda não têm data para começar a funcionar.
Em nota à imprensa, a Ecovias Araguaia, responsável pela concessão das BRs 153, 414 e 080, informou que ainda não existe previsão para implantação do sistema.
“Assim que iniciado o projeto-piloto, informaremos”, afirmou a concessionária.
A empresa também reforçou que a autorização concedida pela ANTT é exclusivamente para monitoramento. Portanto, não haverá aplicação de multas com base na velocidade média durante essa fase.
Como o novo radar funciona
O modelo funciona de maneira diferente dos radares tradicionais instalados em pontos fixos. Em vez de verificar apenas a velocidade exata no momento em que o veículo passa diante do equipamento, o sistema registra a passagem do mesmo automóvel em dois ou mais pontos.
Depois, calcula quanto tempo o motorista levou para percorrer a distância entre eles. Se o veículo fizer o percurso em tempo inferior ao necessário para manter essa velocidade durante o trecho, o sistema apontará uma média superior ao limite permitido.
Na prática, a tecnologia busca evitar o comportamento de motoristas que freiam apenas ao passar pelo radar e voltam a acelerar logo depois.
Mesmo durante o projeto experimental, os limites indicados pela sinalização permanecem válidos e a fiscalização convencional continuará normalmente.
Testes poderão durar 180 dias
Depois que os equipamentos forem instalados, o projeto terá duração inicial de 180 dias. Durante esse período, a Ecovias deverá manter placas informando aos motoristas sobre o monitoramento e encaminhar relatórios mensais à ANTT.
Os documentos servirão para avaliar a confiabilidade do sistema, o funcionamento dos equipamentos e o comportamento dos condutores.
A experiência em Anápolis faz parte de um projeto maior, que abrange 41 trechos de rodovias, administrados por 17 concessionárias, em oito estados.
Atualmente, a legislação brasileira prevê penalidades para o excesso de velocidade registrado de forma instantânea. Para que a velocidade média possa ser usada diretamente para aplicação de multas, ainda seriam necessárias mudanças nas normas vigentes.
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