A psicologia afirma que pessoas que gostam de ir à praia podem encontrar no mar uma forma de reduzir o estresse, renovar as emoções e melhorar o bem-estar

Um hábito ligado ao lazer pode favorecer mecanismos de recuperação mental e ajudar a explicar uma sensação comum depois desses momentos

Leticia Teixeira Leticia Teixeira -
pessoa sentada em uma cadeira na praia
(Foto: Reprodução)

As pessoas que gostam de ir à praia podem encontrar nesses momentos mais do que diversão ou uma oportunidade de tomar banho de mar. Estudos sobre psicologia ambiental associam o contato com ambientes costeiros a sensações de relaxamento, bem-estar e recuperação do desgaste provocado pela rotina.

Esses locais fazem parte dos chamados “espaços azuis”, nome usado por pesquisadores para ambientes naturais ou urbanos que possuem água, como praias, rios, lagos e lagoas.

A relação, porém, não significa que gostar do mar revele um tipo específico de personalidade ou que uma ida à praia funcione como tratamento psicológico.

Por que o ambiente pode ajudar

O efeito parece estar ligado a uma combinação de fatores.

O som repetitivo das ondas, a paisagem aberta, a menor quantidade de estímulos urbanos e o contato com a natureza podem facilitar momentos de atenção menos exigente.

Dessa forma, a pessoa consegue se afastar temporariamente das preocupações que disputam sua concentração durante o dia.

Além disso, praias costumam estimular caminhada, natação e outras atividades físicas. O passeio também pode favorecer encontros sociais ou, para quem prefere ficar sozinho, momentos de contemplação.

Uma revisão científica sobre espaços azuis encontrou associação positiva com saúde mental, bem-estar e prática de atividade física.

Outras estratégias simples também podem contribuir para lidar com períodos de tensão, como técnicas de respiração voltadas ao relaxamento.

O contexto também importa

Nem toda experiência na praia será relaxante.

Calor excessivo, praias lotadas, barulho, trânsito, insegurança ou desconforto podem produzir justamente o efeito contrário. Por isso, características do local e preferências individuais influenciam a experiência.

Quem procura tranquilidade pode, por exemplo, preferir praias mais afastadas de grandes aglomerações.

Pesquisas recentes também alertam que ainda não é possível determinar qual tipo de espaço azul oferece mais benefícios nem qual seria uma frequência ideal de exposição.

Assim, estar perto do mar pode ajudar a reduzir o estresse e favorecer o bem-estar, mas não existe uma resposta igual para todas as pessoas.

Além disso, passeios e contato com a natureza não substituem acompanhamento psicológico ou médico quando existe sofrimento emocional persistente.

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Leticia Teixeira

Leticia Teixeira

Estudante de Jornalismo e estagiária do Portal 6. É curiosa, apaixonada por comunicação e está sempre em busca de aprender, observar e contar boas histórias.

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