Americanos e argentinos lideram visitas internacionais à Goiânia, segundo pesquisa
Levantamento registrou visitantes com moradia em outros nove países; no espectro nacional, viajantes de outras cidades goianas predominam

Uma pesquisa em Goiânia identificou os Estados Unidos e a Argentina como os países de residência com mais registros entre os turistas da capital.
O levantamento de julho de 2026 ouviu 354 pessoas em três pontos diferentes: no aeroporto, na rodoviária e no zoológico da capital.
Nas tabelas do Observatório de Turismo de Goiânia, feito pela Agência Municipal de Turismo e Eventos (GoiâniaTur), sete participantes declararam morar nos EUA e três na Argentina.
Alemanha, Austrália, Espanha e Portugal aparecem com dois registros cada. Bélgica, Colômbia, França, Inglaterra e Suiça têm um cada.
Entre os entrevistados que moram no Brasil, Goiás reúne o maior número de registros (99), seguido por São Paulo (42), Maranhão (36), Tocantins (29) e Mato Grosso (28).
A pesquisa abordou pessoas com 18 anos ou mais, que residem fora de Goiânia e da Região Metropolitana. Dos participantes, 114 estavam em conexão.
As informações apresentadas não tem função probabilística, ou seja, não representam uma contagem de todos os visitantes da cidade, sendo apenas um recorte colhido pelos pesquisadores.
Para o presidente da GoiâniaTur, Vinícius Gomes, grandes eventos ajudam a ampliar a visibilidade internacional da cidade. “Em março, Goiânia sediou o Grande Prêmio do Brasil de MotoGP, um dos maiores eventos esportivos internacionais do país em 2026”, pontuou.
Nas análises do consumo e avaliação, que consideraram apenas os visitantes que não estavam em conexão, 98,33% disseram que recomendariam a capital como destino. Além disso, 95% classificaram a experiência como boa ou excelente.
A faixa de gasto individual mais frequente foi de R$ 101 a R$ 300, mencionada por 28,75% dos depoimentos.
Apesar das avaliações positivas, os comentários também apontaram necessidades de melhorias em critérios como trânsito, calçadas, acessibilidade, limpeza e segurança.
Também houve pedidos por mais atividades culturais e informações turísticas, além de relatos de discriminação.
Segundo a coordenadora do Observatório, Kiara Karizy, o levantamento integra um plano anual de 1.500 entrevistados. O documento prevê quatro etapas, em junho, setembro, novembro e dezembro, para que haja um panorama mais completo das atividades envolvidas nas análises.
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