Com a chegada da primavera, previsão indica quando ‘Super El Niño’ deve atingir o pico em 2026
A mudança de estação chega acompanhada por sinais que chamam atenção dos principais centros climáticos internacionais

A chegada da primavera no Hemisfério Sul, nesta terça-feira (22), coincide com uma fase decisiva para o El Niño prevista para 2026.
Segundo a Organização Meteorológica Mundial, o fenômeno deve continuar se fortalecendo durante os próximos meses, alcançando intensidade muito forte antes do pico.
A previsão mais recente indica que o momento de maior intensidade deve ocorrer perto do fim deste ano, embora modelos apresentem pequenas diferenças.
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A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos aponta mais de 90% de chance para um evento muito forte durante outono e inverno.
A agência também estima 75% de probabilidade de um episódio histórico entre outubro e dezembro, considerando determinado índice usado pelos meteorologistas.
O chamado “Super El Niño” não representa uma categoria oficial independente, mas descreve um episódio excepcionalmente intenso do fenômeno climático conhecido como El Niño.
Pico deve acontecer entre novembro e janeiro
Modelos analisados pelo Instituto Internacional de Pesquisa para Clima e Sociedade indicam fortalecimento durante o outono e inverno do Hemisfério Norte.
A Organização Meteorológica Mundial informa que o fenômeno normalmente alcança seu auge entre novembro e fevereiro, dependendo das condições observadas.
Para 2026, as projeções apontam maior concentração do pico entre novembro e dezembro, podendo avançar para janeiro do próximo ano.
Fenômeno pode alterar chuva e temperatura
O El Niño ocorre quando as águas superficiais do Pacífico Equatorial ficam mais quentes que o normal durante período prolongado.
Esse aquecimento interfere na circulação atmosférica e pode modificar padrões de chuva, temperatura e ocorrência de eventos extremos em diferentes partes do mundo.
A OMM alerta para maior risco de calor extremo, secas e chuvas intensas, mas ressalta que os efeitos variam conforme cada região.
No Brasil, os impactos não acontecem de maneira uniforme e dependem também de outros sistemas atmosféricos atuantes simultaneamente.
Por isso, meteorologistas recomendam acompanhar atualizações oficiais, principalmente durante a primavera e o verão, quando os sinais ficam mais claros.
Confira mais detalhes sobre o fenômeno:
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