Casa do homem que deu nome a uma cidade de Goiás fica em outro município e preserva parte de sua história
Construção do século XIX guarda detalhes da trajetória de um político goiano e já funcionou como escola e ponto de encontro da comunidade

A casa do homem que deu nome a uma cidade de Goiás fica, curiosamente, em outro município. Construído há mais de 150 anos, o imóvel preserva características da arquitetura colonial e guarda parte da história política e cultural do estado.
A residência pertenceu a Antônio Amaro da Silva Canedo, político que representou Goiás no Senado Federal durante os primeiros anos da República.
Embora seu nome esteja diretamente associado a uma das cidades da Região Metropolitana de Goiânia, a propriedade histórica está localizada em Bela Vista de Goiás.
O casarão foi construído em 1870 e teve diferentes funções ao longo dos anos. Além de servir como residência, tornou-se um espaço importante para a convivência e a organização da comunidade.
Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a construção chegou a funcionar como escola em 1875 e também abrigou a redação do jornal Folha do Sul.
Por que a casa do Senador Canedo fica em Bela Vista de Goiás?
Antônio Amaro da Silva Canedo teve uma trajetória ligada ao antigo Arraial da Bela Vista, onde participou do desenvolvimento político e econômico da região.
Comerciante e integrante da política goiana, ele exerceu mandatos parlamentares e participou da Assembleia Constituinte responsável pela Constituição brasileira de 1891.
Décadas depois, seu nome passou a identificar o município de Senador Canedo.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a homenagem surgiu durante a formação do povoado próximo à ferrovia, em terras que haviam pertencido ao político. A localidade cresceu e conquistou a emancipação municipal no final da década de 1980.
Enquanto isso, a antiga residência permaneceu em Bela Vista de Goiás.
O casarão conserva elementos típicos das construções coloniais, incluindo paredes de adobe, estrutura de madeira e telhado formado por telhas de barro.
Além disso, o imóvel possui importância reconhecida nacionalmente. Em 23 de abril de 1986, o Iphan registrou a casa nos Livros do Tombo Histórico e das Belas Artes, garantindo proteção ao patrimônio.
Atualmente, segundo a Prefeitura de Bela Vista de Goiás, o espaço abriga a Academia Bela-vistense de Letras, Artes e Ciências e está entre os casarões históricos mais visitados do município.
Assim, a residência preserva uma ligação pouco conhecida entre duas cidades goianas e mantém viva parte da história de um personagem que ajudou a marcar a formação política do estado.
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