Correntes de ar transformaram cidade goiana em ponto de encontro de pilotos de vários países

Rampa na Serra de Jaraguá reúne condições favoráveis para voos de longa distância e atrai brasileiros e estrangeiros

Leticia Teixeira Leticia Teixeira -
Circuito Centro-Oeste de Parapente
Circuito Centro-Oeste de Parapente. (Foto: Divulgação/ Cia Vento)

As correntes de ar que sobem pela Serra de Jaraguá ajudaram a colocar a cidade, no Centro de Goiás, no circuito internacional do voo livre. No alto do parque estadual, pilotos aproveitam as condições da região para ganhar altitude e percorrer longas distâncias de parapente.

Segundo o Governo de Goiás, a rampa chega a reunir até 350 atletas durante competições, com participantes de diferentes partes do Brasil e de outros países. As correntes térmicas e as características do ponto de decolagem estão entre os atrativos do local.

Para quem acompanha do chão, os equipamentos parecem apenas deslizar sobre a paisagem. Para os pilotos, porém, permanecer no céu depende de encontrar e aproveitar o movimento do ar.

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Como o ar quente ajuda a prolongar o voo

As chamadas térmicas se formam quando o Sol aquece o solo, que transfere calor para o ar próximo à superfície. Mais quente e menos denso que o ar ao redor, ele sobe e cria correntes ascendentes.

Ao aproveitar uma dessas correntes, o piloto pode ganhar altitude. Depois, segue em busca de outra térmica para continuar o percurso, em vez de apenas descer até um ponto de pouso.

A Confederação Brasileira de Voo Livre (CBVL) destaca Jaraguá entre os destinos procurados para essa modalidade, conhecida como cross country, pela presença de térmicas consistentes e condições favoráveis aos voos longos.

Geografia também favorece os pilotos

Além das condições no céu, a região oferece áreas de pastagem para pouso e estradas que facilitam a chegada das equipes responsáveis por buscar os atletas após os percursos.

O período de junho a outubro é apontado como o mais favorável à prática, embora haja possibilidade de voo em outros meses, conforme as condições meteorológicas. A CBVL ressalta que os horários de maior atividade térmica exigem experiência dos pilotos.

A serra também recebe visitantes interessados em caminhadas, ciclismo e observação de fauna, além de integrar o Caminho de Cora Coralina. Para chegar à rampa, o acesso parte da entrada do parque, atrás da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, e segue por aproximadamente cinco quilômetros de estrada de terra. Do alto, é possível observar a cidade e a paisagem ao redor.

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Leticia Teixeira

Leticia Teixeira

Estudante de Jornalismo e estagiária do Portal 6. É curiosa, apaixonada por comunicação e está sempre em busca de aprender, observar e contar boas histórias.