Câmara aprova em 1ª votação vencimento de R$ 1.640 para administrativos da Educação de Goiânia, R$ 19 acima do mínimo
Texto repete os percentuais do acordo que encerrou a greve de setembro

A Câmara de Goiânia aprovou em primeira votação, na quinta-feira (29), o projeto que fixa em R$ 1.640 o vencimento inicial dos administrativos da Educação de Goiânia. O valor, para 30 horas semanais, fica R$ 19 acima do salário mínimo nacional de 2026, de R$ 1.621.
A mudança, porém, ainda não vale. Segundo a Câmara Municipal, o texto passa agora pela Comissão do Trabalho e Servidores Públicos e depois volta ao Plenário para a segunda votação. A Prefeitura informou que as mudanças só valem depois do fim da tramitação.
O Projeto de Lei nº 477/2026, enviado pelo prefeito Sandro Mabel, altera a Lei Municipal nº 9.128/2011. Ele atinge os cargos de apoio, assistenciais e operacionais da Rede Municipal de Ensino.
Percentuais de 2026 são os mesmos do acordo que encerrou a greve de 21 dias
Em agosto, a Prefeitura apresentou uma proposta de reajuste para a categoria. A greve dos administrativos, porém, só terminou em 15 de setembro, depois de 21 dias. Na ocasião, a categoria aprovou em assembleia do Sintego a atualização parcelada da tabela salarial.
Os percentuais que o projeto prevê para 2026, de 7,42% entre níveis e 1,2% entre referências, são os mesmos do acordo. Na época, a Prefeitura informou que o ganho médio acumulado seria de 7,99% em 2026. Em 2030, ainda segundo a Prefeitura, chegaria a 19,18%.
O acordo também previu data-base em maio e a retomada das discussões sobre a tabela em abril de 2027. Segundo a presidente do Sintego, Bia de Lima, a ideia é encurtar esse prazo, caso haja orçamento.
Vencimento dos administrativos da Educação de Goiânia vai de R$ 1.640 a R$ 2.263,21
Pela nova tabela, segundo a Prefeitura, o vencimento de 2026 começa em R$ 1.640 no nível I, referência A. Já no topo, no nível IV, referência J, chega a R$ 2.263,21, conforme o enquadramento de cada servidor.
Os valores são do vencimento básico. Ou seja, não incluem adicionais como o quinquênio e a titulação, que parte dos servidores recebe.
Os percentuais do projeto, por sua vez, não são o reajuste de cada trabalhador. Eles medem a distância salarial entre um nível e o seguinte e entre uma referência e a próxima. Por isso, o ganho de cada um depende do ponto da carreira em que está.
O material da Prefeitura também não traz o vencimento atual da categoria nem o custo da medida.
Diferença entre níveis sobe de 7,42% para 12% até 2030
O cronograma prevê a aplicação dos percentuais a partir de 1º de maio de cada ano. Em 2027, a diferença passa a 8,57% entre níveis e 1,4% entre referências. Já em 2028, chega a 9,71% e 1,6%.
Para 2029, estão previstos 10,86% e 1,8%. Em 2030, por fim, a recomposição alcança 12% entre níveis e 2% entre referências. As duas últimas etapas caem depois do fim do mandato de Sandro Mabel, em dezembro de 2028.
Segundo o prefeito, a proposta respeita o planejamento financeiro do município. “É um passo importante para valorizar esses profissionais”, afirmou Mabel.
Pelo cronograma, os índices de 2026 valem a partir de 1º de maio. A lei, no entanto, ainda não passou pela segunda votação, e a Prefeitura não informou se vai pagar as diferenças desde então.
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