Agricultora recebe mudas de pitaya em troca de um dia de trabalho e, três anos depois, consegue transformar fruta desconhecida pela família em renda de R$ 6 mil mensais

Plantio começou com dez mudas recebidas em 2023; segundo a produtora, vendas em feira e encomendas de comerciantes passaram a sustentar a principal atividade da família

Agricultora recebe mudas de pitaya em troca de um dia de trabalho e, três anos depois, consegue transformar fruta desconhecida pela família em renda de R$ 6 mil mensais
(Foto: Ilustração)

Dez mudas de pitaya foram o pagamento recebido pela agricultora familiar Ana Souza, de 38 anos, por uma diária de capina em uma propriedade vizinha. A troca foi aceita em um sábado de 2023, mesmo sem que ela ou a família conhecessem a fruta.

O marido, Carlos Ferreira, e os filhos estranharam as plantas de hastes compridas e espinhosas levadas para casa. Segundo o relato, a iniciativa também foi recebida com desconfiança por vizinhos, que duvidavam da possibilidade de obter sustento com aquele cultivo.

Sem recursos para adubos caros ou consultoria técnica, Ana começou com os materiais disponíveis na propriedade. Foram utilizados esterco de curral na adubação e estacas de eucalipto reaproveitadas para sustentar as plantas no quintal dos fundos.

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Três anos depois, a agricultora afirma que o plantio passou a proporcionar uma renda líquida média de R$ 6 mil mensais. O valor informado por ela representa a média da atividade, e não um recebimento fixo garantido a cada mês.

Manejo foi aprendido com vídeos no celular

Durante o crescimento das plantas, Ana procurou informações por conta própria. À noite, assistia a vídeos no celular para aprender os cuidados com o cultivo e encontrar respostas para as dificuldades que apareciam.

Entre as práticas aprendidas estava a polinização manual das flores, realizada por ela no período noturno. O trabalho era conciliado com os demais cuidados da propriedade, enquanto a família ainda esperava para saber se a aposta daria resultado.

A mudança de perspectiva veio com a primeira grande colheita. Os frutos de polpa vermelha foram reunidos em uma caixa e levados para a feira livre de uma cidade vizinha, onde Ana decidiu apresentar a pitaya aos consumidores.

Para despertar o interesse de quem também não conhecia a fruta, foram oferecidas fatias para degustação. A estratégia rendeu os primeiros compradores e ajudou a divulgar a produção.

Vendas na feira abriram caminho para encomendas

Segundo a agricultora, a indicação entre clientes ampliou a procura. Além das vendas na feira, começaram a chegar pedidos de mercados locais, confeitarias e consumidores que antes buscavam a fruta em centros maiores.

Com o aumento da demanda, o cultivo foi expandido para uma área de aproximadamente 2 mil metros quadrados. A produção iniciada com as dez mudas deixou de ocupar apenas um espaço no quintal e passou a ser a principal fonte de renda da casa.

Os R$ 6 mil mensais líquidos são uma estimativa apresentada por Ana para a atividade já ampliada. O resultado relatado está ligado à comercialização construída ao longo dos três anos, com vendas diretas e encomendas.

Para a agricultora, a feira foi decisiva para que a família começasse a enxergar o plantio de outra forma. A fruta que ninguém em casa conhecia passou a ser procurada por clientes e incorporada à rotina de trabalho de Ana.

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Formado em Marketing, é especialista em SEO e estratégias de crescimento de audiência. Atua na produção de conteúdo digital, com foco em posicionamento nos mecanismos de busca, análise de desempenho e desenvolvimento de pautas orientadas por dados.