Aos 71 anos, costureira transforma retalhos que seriam jogados fora em bolsas e recebe encomenda de 500 unidades de dona de escola
Trabalho foi descoberto quando educadora buscava um vestido no ateliê; peças serão entregues na abertura do próximo semestre de um colégio particular

Uma visita para buscar um vestido com o zíper consertado acabou rendendo uma encomenda de 500 bolsas para uma costureira de 71 anos, no interior de Minas Gerais.
Produzidas com retalhos que seriam descartados, as peças chamaram a atenção da dona de uma escola particular.
A história foi contada por uma aluna do colégio. Segundo ela, a educadora já queria trabalhar a sustentabilidade na instituição quando conheceu as bolsas feitas pela idosa e percebeu que o trabalho poderia fazer parte da proposta.
O encontro aconteceu por causa de um serviço comum na rotina da costureira: o reparo de uma roupa. Ao retornar para buscar o vestido, a cliente viu uma das bolsas e ficou impressionada com o capricho da produção.
Os pedaços de tecido, que poderiam ter ido para o lixo, haviam sido aproveitados na confecção do acessório. Para a dona da escola, a peça se encaixava na ideia que pretendia levar ao colégio.
Conserto de vestido terminou em uma grande encomenda
Interessada, a educadora perguntou se a costureira conseguiria produzir as bolsas em grande quantidade. A resposta foi positiva, e a conversa avançou para uma encomenda de 500 unidades.
As peças serão entregues na abertura do próximo semestre. Com isso, o trabalho da costureira passará a integrar uma iniciativa pensada para abordar o reaproveitamento de materiais na escola.
O que chamou a atenção da cliente foi justamente a combinação entre o acabamento cuidadoso e o uso dos retalhos. A bolsa mostrava uma possibilidade de dar outra utilidade às sobras de tecido.
Segundo a estudante que compartilhou o episódio, a descoberta foi recebida com entusiasmo pela educadora, que encontrou naquele trabalho uma forma de colocar a proposta em prática.
Retalhos ganharam espaço em projeto da escola
A encomenda também deu uma nova dimensão à produção da costureira. Aos 71 anos, ela terá o trabalho apresentado à comunidade escolar por meio das centenas de peças solicitadas.
Para a aluna, foi a oportunidade de uma profissional experiente ter o talento reconhecido em uma visita que, inicialmente, seria apenas para buscar uma roupa consertada.
As bolsas agora estão sendo preparadas para a entrega combinada. Na abertura do próximo semestre, os retalhos que seriam descartados chegarão ao colégio transformados pelas mãos da costureira.
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