Casal troca dois carros por um para economizar e descobre quanto consegue deixar de gastar com seguro, manutenção e impostos durante um ano
Com mudanças na rotina de trabalho, família percebeu que manter um segundo veículo pouco utilizado representava uma despesa de R$ 800 por mês

Manter dois carros na garagem pode representar uma despesa maior do que muitas famílias imaginam, mesmo quando um dos veículos é pouco utilizado.
Foi o que descobriu um casal do interior de São Paulo que decidiu vender um dos automóveis e calculou uma economia de R$ 9.600 por ano.
Rodrigo Almeida, de 41 anos, engenheiro civil, e a esposa, Vanessa Carvalho, 38, arquiteta, perceberam que a rotina da família havia mudado.
Com a possibilidade de trabalhar parcialmente em casa e a proximidade dos locais de trabalho, os dois passaram a utilizar quase sempre o mesmo veículo.
Enquanto isso, o segundo carro permanecia estacionado durante boa parte da semana.
Apesar de rodar pouco, continuava gerando despesas com seguro, impostos, licenciamento e manutenção.
A situação levou o casal a colocar os gastos na ponta do lápis.
Ao calcular quanto custava manter o automóvel durante um ano, descobriram que a despesa era considerável, mesmo sem utilizar o veículo diariamente.
Depois de avaliar a necessidade de transporte da família, decidiram vender o segundo carro e organizar os deslocamentos utilizando apenas um automóvel.
Segundo os cálculos do casal, a mudança representaria uma economia de aproximadamente R$ 9.600 por ano, equivalente a R$ 800 mensais.
Quanto custa manter um segundo carro mesmo sem utilizá-lo?
Segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep), a compra de um automóvel envolve despesas que vão muito além do preço do veículo.
Seguro, manutenção, combustível e impostos precisam ser considerados no orçamento familiar.
Um dos principais gastos é o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), cobrado anualmente pelos estados.
Em São Paulo, onde o casal mora, a alíquota de 2026 para automóveis de passeio é de 4% sobre o valor venal.
Isso significa que um veículo avaliado em R$ 50 mil, por exemplo, pode gerar uma cobrança de R$ 2 mil de IPVA, desconsiderando eventuais isenções e descontos.
Além disso, o licenciamento anual no estado custa R$ 174,08 em 2026, segundo o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP).
Outro gasto relevante é o seguro.
O preço varia conforme o modelo, a região de circulação, o perfil do motorista e as coberturas contratadas.
Mesmo quando o automóvel permanece estacionado durante vários dias, a apólice continua representando uma despesa, caso o proprietário opte por manter a cobertura.
Também entram na conta as trocas de óleo, revisões, pneus, bateria e outros serviços necessários para conservar o veículo.
Há ainda a depreciação, que corresponde à perda de valor de mercado do automóvel ao longo do tempo.
Diferentemente dos impostos e das manutenções, ela não representa uma conta paga mensalmente, mas afeta o patrimônio do proprietário.
Quando vale a pena trocar dois carros por apenas um?
A decisão depende principalmente da rotina da família e da necessidade real de utilizar dois veículos ao mesmo tempo.
Casais que trabalham em casa, moram perto do emprego ou conseguem organizar os horários podem encontrar vantagens financeiras em manter apenas um automóvel.
Por outro lado, quando os dois precisam se deslocar diariamente para lugares diferentes, a economia pode diminuir caso seja necessário gastar mais com transporte por aplicativo, ônibus ou outras alternativas.
Por isso, antes de vender um dos carros, é importante comparar os custos de manutenção dos dois veículos com as despesas adicionais que surgiriam após a mudança.
A Susep recomenda que consumidores considerem todos os gastos relacionados ao automóvel e avaliem o impacto sobre o orçamento familiar.
No caso de Rodrigo e Vanessa, a reorganização da rotina permitiu manter os deslocamentos essenciais sem a necessidade de um segundo carro.
Com uma economia estimada em R$ 800 por mês, o casal passou a contar com uma quantia que poderia ser destinada à reserva financeira, ao pagamento de outras despesas ou a novos investimentos.
A experiência mostra que um automóvel pouco utilizado pode continuar pesando no orçamento, mesmo quando fica a maior parte do tempo parado na garagem.
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