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A pergunta que não quer calar

Quando foi que o ser humano perdeu a sua humanidade?

A violência se tornou a maior aliada das pessoas e diante de uma era tão complicada a essência da vida se perdeu. O comum, agora, é ver palavras mal pensadas, pessoas vingativas e ,principalmente, algumas que acreditam em uma verdade absoluta.

É importante saber que cada um tem sua verdade, mas isso não faz com que ela seja a “correta”.

Existem várias verdades distintas em uma sociedade e é imprescindível conhecê-las e aceitá-las. Isso nos leva a pensar em quantas discussões desnecessárias poderiam ser evitadas se o respeito fizesse parte do cotidiano. Um forte exemplo de tais discussões são as redes sociais.

Nelas, dizem tudo que querem, pois, “ninguém está vendo” e é exatamente assim que vemos números exorbitantes de preconceitos, se destacando entre eles o racismo e a homofobia.

Mas o ápice disso é ver como as pessoas tem em si o espirito de julgamento.

Quem nunca viu e ouviu comentários do tipo: “morreu? Bem feito, merecia!” ou “acho é pouco, uma pena que não foi pior”?

É tão complicado permanecer calado diante de tais julgamentos, mas a liberdade de expressão permite isso. Porém, o que mais impressiona é saber que as pessoas querem o seu bem, mas nunca te ver melhor que elas.

Uma pessoa criminosa deve morrer porque é bandido, mas se for o seu filho vai pedir por misericórdia. E é assim, acontece o tempo todo!

Logo, percebemos que a sociedade já não é mais um grupo inteiro e sim pequenos grupos individuais que fazem e falam o que querem e isso é uma pena!

Se isso vai mudar um dia duvido muito.

Faz parte dessa essência inescrupulosa dos seres humanos agir de acordo com o que acha certo, sem pensar no resto. De fato, não se aplica as todas as pessoas. Errado seria generalizar mas, certamente, as pessoas boas estão em extinção.

Enfim, desejar o mal alheio é tão repulsivo quanto praticá-lo.

Rafaella Soares é estudante de jornalismo pela PUC Goiás. Gosta de falar sobre tudo o que dá na telha. Escreve todas as quintas-feira. Hoje excepcionalmente

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