Corredores do BRT em Anápolis poderão receber ônibus articulados quando houver demanda, afirma CMTT

A execução das obras do BRT em Anápolis tem chamado a atenção dos usuários do transporte coletivo, que se perguntam se será implantado na cidade os ônibus articulados para circular nos corredores e faixas especiais das avenidas Brasil Norte e Sul, Universitária, São Francisco, JK, Fernando Costa, Presidente Kennedy e Pedro Ludovico.

Após sugestão de leitores, o  Portal 6 procurou a Companhia Municipal de Trânsito e Transportes (CMTT) para obter a resposta. Segundo a diretora de Transporte do órgão, Fernanda Mendonça, os corredores exclusivos estão sendo sim construídos para receber ônibus articulados e biarticulados, mas a implantação desses veículos somente ocorrerá a partir do momento em que houver demanda.

“Esta alteração não depende apenas de uma estrutura física ou infraestrutura apropriada. A mudança do tipo de veículo depende da demanda, que é número de passageiros a serem transportados, e do desenho da rede. [Com as obras] Anápolis está dando um pontapé inicial para a adequação a uma nova rede”, ressaltou.

Ainda segundo Fernanda, o contrato com a Urban prevê “na medida da necessidade, a alteração do tipo de veículo. No sistema já existem alguns veículos maiores circulando, e uma experiência com articulado já foi inclusive realizada e os resultados foram positivos”, contou.

Qualquer alteração na gestão do sistema ocorrerá a partir dos estudos que a CMTT faz constantemente para nortear as decisões do órgão na área de transporte coletivo.

O cronograma das obras do BRT tem um prazo total de dois anos para conclusão.

Eixo Anhanguera existe em Goiânia desde a década de 1970. (Foto: Metrobus)
Eixo Anhanguera existe em Goiânia desde a década de 1970. (Foto: Metrobus)

Eixo Anhanguera

Em Goiânia, o serviço existe desde a década de 1970 na Avenida Anhanguera, cortando a cidade de Leste a Oeste. O projeto original foi feito pelo renomado arquiteto, Jaime Lerner, ex-prefeito de Curitiba e ex-governador do Paraná.

Naquela época, a capital de Goiás tinha um pouco mais de 750 mil habitantes. Atualmente, a Metrobus, empresa estatal que administra o sistema, leva também os ônibus biarticulados às cidades de Trindade e Senador Canedo, mas atende uma migração pendular de quase 20 municípios que compõe a Grande Goiânia.

Quer comentar?

Comentários

Nosso Facebook