Ministério das Comunicações cancela desligamento da TV analógica em Goiás

Ministério das Comunicações. (Foto: Reprodução)
Mínimo de 93% dos domicílios habilitados ainda não teriam sido alcançado

O desligamento do sinal analógico estava em contagem regressiva. Na região de Anápolis, quem ainda não tem uma televisão digital, ou conversor instalado, não teria mais acesso à programação das emissoras de televisão a partir desta quarta-feira (31).

Porém, o Ministério das Comunicações decidiu pelo adiamento, uma vez que constatou que o mínimo de 93% dos domicílios ainda não estão habilitados. Conforme a Anatel, o dia 21 de junho será o derradeiro dia em todo o estado de Goiás.

Distribuição

Em Anápolis, de acordo com a Seja Digital, devem ser poucas as famílias afetadas com o desligamento porque já foram entregues mais kits do que o previsto.

Entrega de conversor na sede dos Correios, em Anápolis. (Foto: Danilo Boaventura)

A estimativa da empresa era distribuir 42 mil kits com conversor digital e antena. Até segunda-feira (29) haviam sido entregues 48 mil unidades. Até amanhã esse número deve chegar a  50 mil.

Durante os meses de entrega a Seja Digital realizou várias caravanas em bairros periféricos da cidade para distribuir mais kits e ensinar as famílias como proceder com a instalação e uso do aparelho.

Venda de conversores

Em abril a reportagem do Portal 6 apurou que uma quantidade expressiva de pessoas em Anápolis estavam vendendo os kits na internet. Essa prática teve início ainda em março quando a Seja Digital passou a distribuir os equipamentos às famílias de baixa renda, cadastradas nos programas sociais do Governo Federal, como o Bolsa Família. Relembre.

Apesar de a Seja Digital ter colhido a assinatura dos beneficiários em termo de compromisso de uso intransferível, e ainda tirar foto do rosto da pessoa para comprovar a autenticidade do processo, muitos insistiram nas vendas.

Mesmo com a denúncia, a Seja Digital informou à época que não cabia a empresa fiscalizar esse tipo de prática. Justificativa semelhante deu o Ministério das Comunicações, que gastou R$ 73,6 milhões – R$ 40 milhões com os 160 mil beneficiários do Bolsa Família e R$ 33,6 milhões com os inscritos no CadÚnico em todo o país.

O Ministério Público Federal também não tomou nenhuma iniciativa para apurar o comércio ilegal dos conversores.

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